Que venha o Outono!

Felizes os novos coroas que sabem gozar na plenitude o outono !!!

A espetacular tela que a Natureza começa a pintar, passa despercebida, dando lugar apenas ao lamento do inverno que se aproxima. No início, as folhas fracas começam a forrar o chão e as mais fortes preparam-se para a magia que a clorofila, a antocianina e a carotenóides vão produzir.

As remanescentes tornam-se ligeiramente amareladas, como que insatisfeitas com a perda do viço. Mas o despontar do tom alaranjado já indica a arte em construção.

Foto: Divulgação

As mais efusivas começam a escolher o vermelho, cor das poderosas para se distinguirem no futuro próximo. Imperceptivelmente, o rubro vai escurecendo, até se tornar marrom, aliás, cor chiquérrima. Claro que no reino vegetal também existem folhas “peruas” assumidas que são contempladas com tons de dourado.

Poucas são as que chegam ao preto total, mas acho eu, ser o sonho de consumo das frescas flores. O outono também se distingue por ser a estação da colheita, diga-se “en passant”.

Sem a menor dúvida, a reflexiva cultura japonesa desde sempre estabeleceu a relação entre a natureza e o homem. Mas também, por lá não surgiu nenhuma lei decretando que aos 60 anos o individuo é… idoso! Aos velhos com jeitão de velho… mesuras e analogias poéticas e dramáticas com a Mãe Natureza.

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Mas com certeza foi um brasileiro “antenado” que ao se deparar com a tela completa do outono, resolveu fazer uma releitura da sabedoria oriental. Passar a existência curtindo as delícias do verão… pode-se até achar ao contrário, mas que vira monotonia vira.

Como ilustram este texto, momentos iguais, mostram colorações diferentes e todas… maravilhosas! Com a irreverência natural do patrício, permitimo-nos compartilhar a hipotética apreciação.

As folhas caídas intempestivamente no chão correspondem às pessoas que já se foram pro outro lado, ou assumiram literalmente a clássica velhice, desistindo de viver.

As amarelecidas tênuamente, seriam aquelas que não se conformam com a inexorável chegada avançada da idade cronológica e ficam super abatidas por estarem perdendo o viço. Agarram-se desesperadamente à juventude e ai de quem ousar chamá-las à realidade, mas não é possível que assim permaneçam, quando começam a ficar alaranjadas. Sucumbem ou se preparam para encarar numa boa a desconhecida, mas nova colorida fase.

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Começam a entender que não adianta insistir no puxa aqui e estica ali, sob pena de se transfigurarem esteticamente.

Os mais condizentes com a nova realidade, onde a expectativa de vida subiu horrores, sentem-se no máximo dos máximos quando se comparam às maravilhosas folhas vermelhas. Trazemos a imagem otimista do controvertido teólogo Leonardo Boff: “Uma das maiores vantagens é não precisar usar mais as máscaras que a vida impõe a cada momento.

A vida é como um teatro, no qual você é chamado para representar diversos papéis. Com a maturidade, alcança-se o privilégio de se livrar de todos eles e finalmente ser você mesmo.

Compromissos zero, tempo mil para ser usado como lhe aprouver, inclusive para curtir o ócio com dignidade. Ao analisarem um poema de autoria de Rivkah, uma escritora brasiliense que dá trato ao outono da vida, fazemos nossa, a interpretação dada pela paulista Marciel Salavrerry.

“Poeticamente a autora dá uma paulada na cabeça daqueles que ficam chorando amores e oportunidades perdidas. O que passou não deve ser lamentado. Se as lembranças foram boas, dá para curtir uma saudade, mas se forem tristes, para que relembrá-las? Esqueçamo-las e vamos tratar de viver o futuro. Ele está aí esperando que sequem as lágrimas dos amores passado, para que se possam viver os que vierem!”

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Outono-tempo da colheita, onde surgem os frutos plantados. Faltou alguma coisa? O novo outono é cumprido e dá tempo para reformulações das sementes.

Mesmo que o tempo comece a flagelar o físico, o que é mais do que natural, estar marrom dignifica a vida. Chegar com altivez na velhice propriamente dita  era para poucos.Agora é normal vermos pessoas ditas marrons,beirando os 90,cem anos que não sucumbem às naturais deficiências físicas.

Espero que quando ficarmos pretas como as folhas, novidades tenham surgido para prolongarem o tempo da ausência das cores. Mas como diria a politicamente incorreta senhora dos absurdos, passou dos cem… “vai faltar comida pros neguinhos”…

Por enquanto, vamos curtir o nosso brilhante vermelho, excluindo inclusive o estereótipo de que a maturidade traz sabedoria. Os rubros de hoje estão aí à busca de novos aprendizados, novas experiências e desceram definitivamente do pódio de donos da verdade.

Fazer do outono A estação é a meta dos Amantes da Vida.

 

Cérebro jovem

 

Trabalhos recentes esboçam receita para a saúde cerebral na melhor idade. Os estudos parecem concordar em um ponto: é fundamental realizar atividades físicas.

Experimentos recentes têm indicado a direção – para os mais entusiastas, o caminho – para um cérebro saudável na terceira idade. Os resultados coincidem em um ponto: atividade física é essencial.

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Um dos mais recentes nessa linha, publicado no periódico Trends in Cognitive Sciences, é o feito pela equipe de Lars Nyberg, da Universidade Umeå (Suécia), que traz boa notícia: envelhecer é inevitável, mas o cérebro não precisa acompanhar esse processo. Adendo: conta mais aquilo que você faz na terceira idade pela saúde do órgão do que aquilo feito ao longo da vida. Paradoxal? Explicação: quando o assunto é cérebro, alguns ganhos logo são perdidos.

Conta mais aquilo que você faz na terceira idade pela saúde do cérebro do que aquilo feito ao longo da vida

Mas é fato que os cérebros de muitos idosos mostram pouca ou nenhuma diferença em relação aos de adultos mais jovens. Com desempenho cognitivo intacto, indicam que a manutenção cerebral é possível.

Um dos desalentos do cenário é o seguinte: educação não irá salvar seu cérebro, pois pesquisas mostram que doutores (PhDs) e pessoas de baixa escolaridade têm a mesma probabilidade de perder a memória com a idade. Nem mesmo profissões ‘complexas’ importam muito nesse quesito: os ganhos de ser um pensador contumaz perdem-se rapidamente com a aposentadoria.

Difícil e simples

Nos últimos tempos, a ‘malhação mental’ – palavras cruzadas são o exemplo clássico e mais recentemente o sudoku – ganhou adeptos e atenção da mídia. Para muitos especialistas, no entanto, o valor dessas atividades isoladas para a manutenção cerebral é ainda especulativo.

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Quando o assunto é saúde mental, vale a seguinte fórmula: fórmulas fáceis parecem não existir.

Mas, talvez, exista uma fórmula ‘simples’, extraída de experimento recente com roedores feito pela equipe de Justin Rhodes, da Universidade de Illinois (EUA). Os resultados foram apresentados na última conferência da Sociedade para as Neurociências dos EUA – um artigo será em breve publicado, explica Rhodes à CH.

No experimento, camundongos foram divididos em quatro grupos. O ambiente do primeiro era um tipo de paraíso para esses roedores: boa comida, água com sabores, casinhas confortáveis e cenários coloridos, com túneis, bloquinhos etc. O segundo grupo também era de hóspedes ‘cinco estrelas’, com uma diferença: havia um disco (de pequeno diâmetro) que possibilitava aos roedores praticar alguma atividade física.

O terceiro grupo era o dos excluídos: realidade nua e crua, comida normal e uma gaiola sem nada. O quarto grupo era também de desapropriados, mas lá havia uma ‘roda gigante’, para os roedores correrem.

O resultado foi surpreendente. Feitos os testes cognitivos e análise de tecidos, apenas uma coisa importou para a saúde cerebral: se os animais tinham ou não se exercitado. Ambiente enriquecido não influenciou os resultados – apesar de os camundongos, diz Rhodes, adorarem os ‘brinquedinhos’ da gaiola. Resumo do experimento: para manter o cérebro, é preciso atividade física. Ponto.

Por quê? Possível explicação: exercitar-se gera neurônios. A partir dos 30 anos, humanos perdem cerca de 1% por ano do volume do hipocampo, região do cérebro responsável pela memória e pelo aprendizado.

 

Por Cássio Leite Vieira

 

O hábito da excelência

 

Interessante o conteúdo da palestra dirigida à profissionais, posto que seja perfeitamente aplicável aos ainda aprendizes de amantes da vida .

Não sem surpresa, recebemos informações sobre maduros que inconformados com reveses, entregam-se ao desinteresse, abrindo as portas para a depressão e criando problemas para seus familiares.

O desafio é grande, mas grande também é o caminho a atravessar ainda e abandonar-se definitivamente não é a melhor solução.

O texto abaixo aponta o fio da meada e os já amantes da vida garantem que vale a pena desenrolar o novelo.

“Dois grandes obstáculos mantêm milhões de pessoas presas ao holocausto do fracasso. O mais notável deles é o conformismo, popularmente conhecido como a síndrome de Gabriela, cujo comportamento é: “eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim… Gabriela…”.

Longe de ser contra o progresso; apenas não queremos mudar a nós mesmos. A segunda coisa é o pernicioso hábito de se fazer de vítima ou de terceirizar a culpa por nossos erros e fracassos.

A nossa vida somente muda quando incorporamos novos hábitos. Se desejarmos ardentemente o sucesso, a grande notícia é que não precisamos vencer os outros, basta vencermos a nós mesmos. O notável filósofo grego Aristóteles (384–322 A.C.) advertiu que “Nós somos aquilo que fazemos repetidas vezes, repetidamente. A excelência, portanto não é um feito, mas um hábito.” Sendo assim, temos duas decisões a tomar:

1ª. Incorporar novos hábitos que nos façam evoluir.

2ª. Abandonar velhos hábitos que vêm atrasando a nossa vida.

Seja alguém que você quer se tornar. Viver em estado de excelência requer um processo de melhoria contínua. Quem quer se tornar uma pessoa melhor e um profissional reconhecido, deve responder constantemente a si mesmo as três inquietantes perguntas:

1- O que eu preciso começar a fazer?

2- O que eu preciso parar de fazer?

3- O que eu preciso aprender a fazer?

Superada a fase do diagnóstico, o que vai fazer a diferença é fazer.

Para a maioria das pessoas não faltam informações sobre o que devem fazer, falta é FAZER!!! Pois, sabe-se que  saber e não fazer equivale a ainda não saber”.

Por Soeli de Oliveira: consultora e palestrante do Instituto Tecnológico de Negócios, nas áreas de marketing, varejo, atendimento e motivação.

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Desenvolvimento sustentável


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Desenvolvimento sustentável é o modelo que prevê a integração entre economia, sociedade e meio ambiente. Em outras palavras, é a noção de que o crescimento econômico deve levar em consideração a inclusão social e a proteção ambiental.

Gestão do Lixo

O lixo ainda é um dos principais desafios dos governos na área de gestão sustentável. No entanto, na última década, o Brasil deu um salto importante no avanço para a gestão correta dos resíduos sólidos. Segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, em 2000, apenas 35% dos resíduos eram destinados aos aterros.

Em 2008, esse número subiu para 58%. Além disso, o número de programas de coleta seletiva saltou de 451, em 2000, para 994, em 2008.

Para regulamentar a coleta e tratamento de resíduos urbanos, perigosos e industriais, além de determinar o destino final correto do lixo, o Governo brasileiro criou a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n° 12.305/10), aprovada em agosto de 2010.

Créditos de Carbono

No mercado de carbono, cada tonelada de carbono que deixa de ser emitida é transformada em crédito, que pode ser negociado livremente entre países ou empresas.

O sistema funciona como um mercado, só que ao invés das ações de compra e venda serem mensuradas em dinheiro, elas valem créditos de carbono.

Para isso é usado o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), que prevê a redução certificada das emissões de gases de efeito estufa. Uma vez conquistada essa certificação, quem promove a redução dos gases poluentes tem direito a comercializar os créditos.

Por exemplo, um país que reduziu suas emissões e acumulou muitos créditos pode vender este excedente para outro que esteja emitindo muitos poluentes e precise compensar suas emissões.

O Brasil ocupa a terceira posição mundial entre os países que participam desse mercado, com cerca de 5% do total mundial e 268 projetos.

Foto: Divulgação
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Fonte: www.rio20.gov.br

 

Thanksgiven Day

 

A “paternidade” do Thanskgiven Day vem sendo disputada há séculos. Mas também, que Estado não gostaria de constar como o instituidor da maior festa dos EUA?

Na linha de largada estão os Estados do Texas, Virginia, Massachusetts e até a Flórida. Na verdade, os puritanos que singraram os mares no Mayflower, trouxeram na alma o costume da Inglaterra e logo no primeiro ano já introduziram onde estivessem o dia voltado para o jejum e Ação de Graças.

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Abrahan Lincoln, na feliz tentativa de diminuir a adversidade entre os Estados, tratou de determinar que a última quinta-feira de novembro fosse Feriado Nacional. Mas claro que a guerra civil rolava solta e reconhecer a autoridade do Lincoln não estava nas intenções nos belicosos.

As celebrações foram sendo feitas individualmente. Pintou a terceira semana de novembro, as famílias se reuniam em dias diferentes em torno de uma mesa farta onde o peru sempre foi prato imprescindível. Até que, no ano de 1941, Franklin Roosevelt resolveu colocar ordem no pedaço e com uma canetada fixou que a quarta quinta feira do mês de novembro, quisesse ou não, seria Feriado Nacional o Thanksgiven Day.

De lá para cá, os EUA simplesmente param para que as famílias e amigos se juntem dando graças, participando se quiserem de rituais religiosos, mas que não falte uma mesa farta, com pratos regionais apreciados pela família unida. Sem necessidade de canetadas, o peru é a ‘pièce de résistance’ que não pode faltar. Em 2013, simplesmente 46 milhões de perus pararam de fazer glu-glu às vésperas do grande dia.

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Mas dois são salvos formalmente pelos últimos 11 Presidentes. Repetido o simpático gesto de Harry Truman, solene e publicamente fazem a cerimônia do perdão a duas espetaculares aves, que após o ato, são enviadas para ser o alvo de atenção na grande parada de Ação de Graças da Disney na Califórnia.

São tantas as festas nesta data que muitas empresas concedem um fim de semana com 4 dias para que amigos e familiares possam se locomover em torno do peru, digo, da família.

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Independente das origens religiosas é muito bonito reservar um dia do ano para agradecer as forcas maiores pelos bens conquistados e dentre eles, o bem maior que é a família. Simplesmente 38,7 milhões de americanos viajam no mínimo 80 km para a grande comemoração. Como a turma é fanática por futebol, partida onde o Detroit Lions está sempre presente vem sendo televisionada há anos em rede nacional no nobre horário post peru.

Das centenas de paradas, inegavelmente a do Macys é o show maior. Mais de 3 milhões de pessoas se acotovelam entre a 7 e 34 Street em Manhattan para apreciarem os blocos que desfilam com os trajes dos colonizadores que conflitam com os divertidos balões coloridos de personagens de desenhos infantis.

Foto: Divulgação
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Amor não declarado

 

Algo que rouba um tanto da nossa respiração são amores não declarados. Sufocar um sentimento causa um vazio proporcional ao seu tamanho. Os amores que sentimos precisam ser declarados. É ato de saúde. Para quem declara e para quem ouve.

Não só enamorados, mas também amigos, parentes, colegas, etc. Mesmo amores impossibilitados de serem vividos por limitações do ego, quando sentimos o amor, todos precisamos expressar em palavras “eu te amo”. Na tortuosa e atribulada estrada da vida, deixamos alguns sentidos “eu te amo” por dizer. Às vezes muitos.

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A cada sentido “eu te amo” que não é dito, um tanto adoecemos. Dar um objeto, fazer coisas, são atos de afeto, mas não substituem o dizer. Quando não declaramos o nosso amor e, por alguma razão, perdemos totalmente o contato com a pessoa amada, fica um vácuo, uma ausência de oxigênio para a “alma” que, assim, se estraga um tanto.

Disso muitas músicas lindas nascem, muitas poesias encantadoras são escritas, muitos quadros são pintados, muita arte é feita… mas o amor não declarado fica lá. Esperando… Esperando… A gente tenta esquecer como quem tenta não ver que adoeceu… até passa a entender doença como saúde….”Ah! A vida é assim mesmo…” Equivocada tentativa de enganar-se!

Amor não vivido é doença, não declarado é “suicídio” emocional. Se você tem um amor que ainda não declarou, não importa onde a pessoa esteja, mesmo que não esteja mais viva, faça mais que o possível para declará-lo.

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Use a inteligência, o bom senso, o segredo, a espiritualidade, e mais que tudo o “coração”. É justamente o coração que mais sofre se você não declarar. Desmonte a couraça… Derreta-se… entregue-se…prostre-se…reverencie a existência do ser amado, diga:

“EU TE AMO!!!”…e seja mais feliz!

Porque amor não declarado é como um “suicídio” emocional.

Foco No Afeto

 

A passagem do tempo

 

Brigitte Bardot, a musa que inspirou gerações de mulheres com seu ar de menina travessa e imenso sex appeal. Aos quarenta anos anunciou sua “aposentadoria” do mundo cinematográfico, recolhendo-se em La Madrague, na costa francesa. Dedicou-se, a partir de então, às inúmeras campanhas em defesa dos animais, fazendo-se ouvir em todo o mundo. A carreira de Brigitte Bardot continuou brilhante, só mudou o palco.

Respondendo a quem se surpreende ao vê-la hoje, na casa dos oitenta, enrugada, pondera tranquilamente que isso faz parte da idade e que o contrário é que seria para se admirar. É impressionante a maturidade e equilíbrio mental de uma mulher que foi símbolo de feminilidade e beleza – muito distante de tantos astros que se transformam em verdadeiros monstros, na vã tentativa de recuperar a juventude, através de sucessivas plásticas.

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Triste daqueles que lastreiam seus valores única e exclusivamente na beleza e juventude, sem cultivar nada além da vaidade. O tempo é implacável e transforma o espelho de amigo em atroz inimigo. Esse foi o caso de Virginia di Castiglione, uma das amantes de Napoleão III, que enlouqueceu ao perder a juventude. Apesar de imensamente rica, por ter recebido inúmeros favores de seus amantes e morar num luxuoso apartamento na prestigiosa Place Vendome em Paris, sentia-se miserável.

Quando seu filho, aos dezesseis anos, tornou-se um rapaz garboso e alto, ao invés de orgulho, encarou-o como a prova viva da sua velhice! Fazia com que se vestisse de lacaio e nunca deixava que se sentasse seu lado, quando saia com sua carruagem pelas ruas.

Virginia começou a odiar cada vez mais o mundo que a cercava, na medida em que sua beleza deteriorava. Aos quarenta anos, ordenou que todas as paredes e tetos de seu apartamento fossem pintados de preto, cobriu os espelhos e só saía à noite, com véus negros ocultando a face, para vagar como um fantasma, pela Place Vendome.

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Proibiu finalmente que até os empregados entrassem em seu quarto para limpar e sentava-se sozinha, perdida na memória dos dias de glória, cercada por lixo e ratos. Aos sessenta e dois anos, depois de vários dias tentando acessar o quarto, os empregados encontraram-na morta, sendo devorada pelos ratos. Um único passante curioso presenciou o enterro, daquela que era admirada e desejada por nobres e reis.

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Os dois exemplos, diametralmente opostos, de duas lindas mulheres, nos remete à poesia, que ensina como envelhecer:

 

“Entra pela velhice com cuidado,

Pé ante pé, sem provocar rumores

Que despertem lembranças do passado,

Sonhos de glória, ilusões de amores.

 

Do que tiveres no pomar plantado,

Apanha os frutos e recolhe as flores

Mas lavra ainda e planta o teu eirado

Que outros virão colher quando te fores.

 

Não te seja a velhice enfermidade!

Alimenta no espírito a saúde!

Luta contra as tibiezas da vontade!

Que a neve caia! o teu ardor não mude!

Mantém-te jovem, pouco importa a idade!

Tem cada idade a sua juventude.

 

(Bastos Tigre)

 

Um pouco sobre nós

 

A exagerada quantidade de emails dando dicas sobre atitudes politicamente corretas aos que se aproximavam dos 60 anos, foi a primeira percepção de que algo pairava no ar…

Assim como estudiosos de comportamento na década de 60 desconfiavam que a insatisfação das mulheres poderia estar sendo causada por problemas nos aparelhos domésticos que não funcionavam bem, me pareceram que os patéticos conselhos seriam tão superficiais quanto.

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A foto que ilustra este texto foi divulgada pela Internet, sempre com comentários debochados sobre as arrojadas senhoras. Por ter tido a sorte de passar por Londres na década de 70, quando foi dada o ponta-pé inicial da revolução de comportamento, na hora associei as ousadas figuras às jovens que impressionaram a garota de então. Sem qualquer movimento agressivo como as queimas de soutiens, os rostos de algumas poucas meninas, meticulosamente desenhados com muitas cores, contrastavam com suas bem comportadas posturas e lá estavam elas em filas de ônibus passando totalmente despercebidas pelos discretos londrinos.

Aqueles rostos pintados que não causavam qualquer distúrbio aos clássicos ingleses, despertou em mim uma enorme admiração por refletirem uma coisa chamada – liberdade.

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Claro que pela Carnaby Street e por Chelsea sobretudo, a mini saia de Mary Quant começava a imperar e os desenhos geométricos de Courreges deixavam os florais para as “seniors” de então. A proposta de paz e amor dos hippies criava um estilo próprio. Mas nada me passou com mais força o que estava acontecendo do que as poucas meninas com trompeils nos seus rostos.

Pena que à época não existiu um Ari Set Cohen para deixar para a posteridade a silenciosa e colorida revolução. Efetivamente, as imagens foram gravadas apenas nas minhas lembranças, pois não achei uma fotografia no incrível Google.

Liberdade foi o que também me passou pela mente com muita intensidade quando vi a foto das corajosas senhoras. A extravagância no vestir a meu ver, reflete muito mais uma quebra de padrões do que mero exibicionismo barato.

As ditas “ridículas” senhoras para mim indicam claramente que se cansaram do padrão convencional das clássicas vovós e apontam caminhos para a nova velhice.

O mundo fashion não poderá dispensar o novo consumidor que está despontando com força no mercado. Releituras de Mary Quant e Courreges devem estar sendo feitas nos bastidores, agora dirigidas aos charmosos coroas. Brigas de foice acontecendo para alterar o símbolo gráfico dos velhinhos com bengala… Expoentes nas artes demonstrando que a longa idade não é fator impeditivo para se ter sucesso.

Foto: Divulgação
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Mas assim como as meninas “ridículas” de Londres que se preparavam visualmente com requintes artísticos para irem trabalhar, as “engraçadas” senhoras que se fantasiam para suas happy hours descontraídas, para mim indicam revolucionários novos ares para a turma da terceira, quarta, quinta, sexta e sétima idade.

Acompanhando o movimento que cada vez toma mais força, resolvemos ser um dos arautos que usando a Internet como trombetas, anunciam que uma importante alteração comportamental está acontecendo no século XXI – a dos novos velhos. Aos ingênuos conselhos distribuídos sobre como ser agradável à família, damos as costas e nos viramos para a nova realidade.

O sênior de hoje tem a liberdade para resgatar o entusiasmo da juventude e com ele reprogramar os muitos anos que tem pela frente. E assim… surgiu o Portal Amantes da Vida.

Primavera no seu coração!

FAÇA PRIMAVERA NO SEU CORAÇÃO! APAIXONE-SE!

Podemos olhar para primavera como a mais linda das estações, curtir o perfume das flores e ponto final. Também podemos fazer tudo diferente, olhar setembro de um jeito novo e sentir que ele traz promessas de renovação e beleza, tanto na paisagem, quanto na vida da gente.

É só pegar carona e se inspirar nas possibilidades que a primavera traz sementes solitárias e escondidas, aparentemente sem vida, que explodem em flores e cores de promessas de esperança.

Deixe a primavera entrar na sua vida… Abra o seu coração! Você faz parte dessa sinfonia viva que atua silenciosa em toda Natureza e, portanto, em todo o seu corpo. Como a flor descobriu que está chegando setembro? Será que o seu corpo também não sabe fazer esta mesma leitura? Seus hormônios não sentem igualmente a mudanças dos ventos e dos ciclos?

Se você ficar indiferente a tudo isso, tais energias o afetarão mecanicamente, quer você queira ou não. Mas é possível tirar proveito delas, fazendo uma conexão direta com estas forças da Natureza, utilizando-as a seu favor.

Abra seu espírito e o seu coração para que eles vibrem juntos com o seu maravilhoso corpo e uma magia especial vai acontecer em você. Basta um pouco de silêncio, uma respiração consciente, uma meditação, a oração… qualquer coisa que o desligue do que está fora e o conecte com o que está dentro.

A consciência da vida interior e a intenção clara de canalização das energias da Natureza nos tiram daquilo que é instintivo e nos transportam para aquilo que é superior em nós, a nossa alma. É aí que moram as emoções mais puras, a intuição, os sonhos, a capacidade de amar.

Quando saímos dos comportamentos automatizados, elevamos os nossos pensamentos e tomamos consciência do que realmente queremos que floresça em nossa vida, nos tornamos mais criativos, mais fortes, mais felizes.

E tudo vai se modificando com essa nova visão que transforma olhares de julgamento em olhares de compreensão, palavras que ferem em palavras que valorizam vidas vazias em vidas apaixonadas…

Você gostaria de experimentar? Abra o seu coração. Deixe-se tomar pelo sentimento de amor por si mesmo, por tudo o que é vivo, e convide a sua criança interior a emergir. Ela tem a milionésima chave que abrirá a milionésima porta para o sentimento de completude. Ela tem o segredo da alquimia, uma alquimia santa que transforma situações banais em momentos sagrados, revestidos de um brilho jamais visto e um gosto jamais sentido. O gosto de você.

Deixe que a poeira fina do pólen das flores fecunde a sua alma e faça nascer um novo ser, mais apaixonado por si mesmo e pela vida.

Deixe a primavera fazer festa em você!

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Vivendo o presente!

 

A Melhor Idade é agora!

Você é uma pessoa insatisfeita com a idade que tem? Você costuma se referir aos “bons tempos” passados, esquecendo-se de valorizar o verdadeiro tempo que está vivendo – o agora? Entenda que essa postura pode comprometer a sua felicidade.

Por isso, vamos refletir um pouco sobre cada fase de nossas vidas para que você compreenda que o único tempo que é real é o presente. O ontem ficou na sua história e o futuro só existe quando ele se fizer presente.

Olhe para dentro de si mesmo e responda: como você se sente hoje em relação à sua idade? É importante valorizar cada ano conquistado, lembrando-se que o que o torna mais especial é sua experiência, seu conteúdo.

Faça uma comparação entre a pessoa que você foi há 10 ou 20 anos e quem você se tornou hoje. Não se prenda ao campo físico, mas sim das emoções, da inteligência e da competência e veja sua evolução.

Se você hoje é um adolescente, aproveite para descobrir seu potencial e proteja suas emoções, fortalecendo a auto-estima e o seu senso de valor. Como? Pare de buscar amor em todos os lugares e ame-se primeiro. Assim, pleno de amor próprio, você será capaz de fazer escolhas afetivas sensatas.

Se você está entre 20 e 30 anos, provavelmente já é um profissional em alguma área. Portanto, dia a dia procure se aprimorar em conhecimento e experiência. Se já constituiu uma família, é hora de amadurecer emocionalmente e se tornar cada vez mais independente, em todos os sentidos.

Com mais de 30 anos, você pode olhar mais para seus sonhos e objetivos e investir em seus talentos. Acredite em você!

Caso você tenha 50 anos ou mais, hora de ser verdadeiramente dono de suas vontades, sem jamais descuidar de sua saúde e qualidade de vida. Exercícios físicos, meditação, alongamento, alimentação balanceada, sono reparador, bastante lazer e viagens são indispensáveis para que você tenha um envelhecimento saudável, sem os transtornos do mau humor, da depressão e das doenças em geral.

E se a aposentadoria tiver chegado, seus filhos estiverem longe de você ou mesmo seus amigos estiverem morrendo, não desanime! Dedique-se a desfrutar das belezas da vida, porque o hoje é uma dádiva que não pode ser desprezada.

Dessa forma, pare de se lamentar pelo passado ou perder seu tempo conjecturando sobre o futuro. A sua idade agora deve ser a sua melhor idade, porque é tudo que você tem – o presente!

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Por Eliana Barbosa