O bairro mais descolado de Miami

MURAIS GRAFITADOS NAS RUAS, GALERIAS DE ARTE CHARMOSAS E CAFÉS ACONCHEGANTES TRANSFORMARAM WYNWOOD NUM EXEMPLO DE REVITALIZAÇÃO URBANA

Sob o olhar do tremendo empreendedor americano Tony Goldmam, um bairro em Miami, cuja vocação estava destinada ao declínio total, tornou-se um dos espaços mais charmosos no famoso paraíso das compras.

Wynwood não passava de um bairro que abrigava imigrantes. Cubanos, porto riquenhos, haitianos e colombianos dividiam o espaço com fábricas têxteis. Lá por 1970, a coisa degringolou de vez, pois o tráfico de drogas rolava direto .
Em 1987, um grupo do South Florida Art Center resolveu sair de Coconut Grove e, na maior ousadia, comprou um prédio na região e montou o mais conhecido atelier da Flórida – O Bakehouse.
O movimento não passou despercebido por aquele que já tinha revitalizado o Ocean Drive e o Soho . Quietinho quietinho, Goldman comprou um monte de imóveis no mesmo ano. Foi dando tratos à bolas para  saber como conseguir aproveitar as paredes sem janelas dos seus depósitos e galpões industriais para serem colocadas telas gigantes. Sua meta era transformar aquele pedaço de Miami em uma tremenda galeria a céu aberto.
Bolou a Wynwood Walls, onde os espaços enormes foram cedidos a grafiteiros renomados para exercerem a criatividade. Acelerou as tintas, para que a inauguração acontecesse junto com a já famosa feira de arte contemporânea Art Basel em 2009.
Era o ponta pé inicial para que em dois tempos fosse transformado o decadente espaço no local mais charmoso de Miami. Bares transados, restaurantes charmosos, galerias pra lá de interessantes, bares e cafés são o point dos antenados de bom gosto.
De uns anos para cá, na Wynwood Arts District, artistas disputam espaços e a NW 2nd Ave tornou-se um super atrativo polo turístico. Para dinamizar cada vez mais a onda que veio para ficar, todos os segundos sábados do mês rola a Wynwood Art Walk – uma já famosa feira, onde produtos de designers são colocados à venda, artistas fazem vernissages e músicos se apresentam ao vivo no maior clima festivo.
Vale o passeio!

Ana Boucinhas

Imagem: Divulgação.

Austrália

 

A Austrália é um país extraordinário que encanta todos os visitantes, sem exceção, não só pela beleza das paisagens quanto pela simpatia do seu povo. Cidades organizadas, limpas, com lindos parques, infra estrutura invejável e indo além, praias deslumbrantes.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Uma das leitoras do Portal Amantes da Vida, Roberta Romano, teve o privilégio de morar na Austrália durante bastante tempo e é casada com um australiano. Assim sendo, é profunda conhecedora de todos os meandros locais e dispôs-se, gentilmente, a compartilhar uma série de dicas imperdíveis, que não se encontram em folhetos turísticos.

A primeira sugestão é que sejam visitadas as praias ao norte de Sydney, em especial Manly Beach. O acesso pode ser feito por carro ou ferryboat – a opção sendo o barco, tem-se o privilégio de avistar a Opera House e a Harbour Bridge.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Imperdíveis as lulas de entrada do Manly Wine Bar (8/13 S Steyne), onde também podem ser degustadas ostras do Pacífico, praticamente com o pé na areia. De Manly, havendo tempo, dá para conhecer todas as praias do norte em um só dia. Roberta explica que há um sistema de ônibus que faz esse passeio, chegando até Palm Beach onde você pode “esbarrar” em Russel Crowe e Nicole Kidman, assíduos frequentadores do pedaço.

Se o objetivo for de mais agito, é exatamente isso que as praias ao sul de Sydney oferecem: Bondi Beach e Bronte Beach, a 15 minutinhos de Sydney. Inúmeros são os restaurantes, bares e cafés de frente para o mar, onde os frutos do mar podem ser degustados.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

À noite, curta os hotéis locais. O Bondi Hotel existe desde 1918 e até hoje é um dos “points” da praia de mesmo nome. Nas tardes e noites frias, duas lareiras convidam a um drinque junto ao calor aconchegante do fogo, no verão, junto às janelas , descortina-se toda a beleza do oceano, saboreando deliciosas ostras e frutos do mar.

Roberta aconselha uma visita à cidade de Brisbane, que se espalha ao longo do rio de mesmo nome e às margens da Baía de Moreton, na parte sudeste de Queensland. Ao norte de Brisbane, é imperdível conhecer Byron Bay, inicialmente uma “aldeia” de hippies. Hoje, gente descolada circula pelas lindas praias,  a “Paraty em versão australiana” segundo Roberta. Os restaurantes espalham atraentes mesinhas pelas calçadas onde os músicos também aproveitam o bom tempo  para encantar os frequentadores com canções e ritmos variados.

Foto: Divulgação

O tempo de permanência é sempre curto para conhecer um país com tantas peculiaridades e locais deslumbrantes. A natureza é pródiga em beleza na Austrália portanto vale a pena a visita ainda que muito se deixe de ver.

Agradecemos o carinho de Roberta Romano de partilhar conosco sua vivencia e estamos certas de que serão de grande valia para muitos leitores.

 

Butão

 

Nós queremos o que eles têm. Eles querem o que nós temos?

Conhecer o Butão requer treino físico e mental. Encravado entre o Nepal, a Índia e a China com quem faz fronteiras este país governado pela quinta geração de reis mantém intacta a paisagem do que a gente poderia imaginar ser o paraíso na terra antes do evento Adão e Eva. Ou das evil forces como os butaneses costumam chamar a tudo aquilo que perturba a paz, a agricultura e a felicidade.

Guru Rinpoche, perseguido no Tibet trouxe a união e a religião budista ao país e voou até o pico de uma alta montanha em Paro montado num tigre onde fundou um templo quase inalcançável para nós humanos, mas facilmente visitado pelo povo local acostumado a subir e descer imensas altitudes sem perder a fé e o fôlego.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Há quatro anos, mais ou menos o mundo começou a ouvir falar no Butão sacudido por uma promessa do rei Sua Majestade Rei Jigme Kheser Namgyel Wangchuck: a Gross National Happiness (GNH) –www.grossnationalhappiness.com – mas desde 1974 alguns turistas já visitavam o local, especialmente vindos do norte da Europa e dos países vizinhos.

Na verdade, segundo contam os guias que o governo coloca aos nossos serviços 24 horas por dia, a ideia foi do pai do atual rei, mas é este, empossado há alguns anos que, talvez graças a sua educação formal e intelectual por longos anos na Inglaterra, tenha encontrado canais para executar a ideia de seu pai.

Mas o que é a felicidade?

Para os butaneses é ter um pedaço de terra (todos os habitantes do Butão têm direito a ter o seu sangrilá particular coberto de arroz, verduras, legumes, especiarias, e o que mais lá couber); educação sem custo algum até o mais alto nível de especialização; saúde a todos os níveis por conta do governo; impostos no patamar mais baixo possível de ser praticado pela administração central do parlamento.

E como medir se eles são mesmo felizes tendo estas vantagens sobre o planeta terra?

Este é o próximo desafio para o governo real. Para isso foi fundado o Centro de Estudos Butanês que está trabalhando incansavelmente na busca de indexs para medir a tal da felicidade – produto que eles têm para exportar a todo o Universo.
Pesquisas estão sendo montadas com perguntas para a população responder. Tais como:

– Quanto tempo você dorme?
– Quanto tempo você reza por dia?
– Você tem boas relações com os seus vizinhos?

E mais uma montanha de questões que vão classificar, consoante os seus resultados, o distrito mais feliz e assim por diante.
As respostas destas pesquisas poderá indiretamente dar muita força ao budismo – que eles classificam mais como um modo de viver do que propriamente uma religião. Setenta por cento da população é composta por budistas e trinta por cento elegeram a prática do hinduísmo como sua vertente religiosa.

E assim os deuses indianos convivem felizes ao lado dos lamas, monges, gurus numa harmonia  enlaçada por milhares de bandeirinhas coloridas colocadas ao longo das estradas, dos passos, das vilas, dos dzongs. Sinos, arco e flechas, mantras, malas, incensos, flores, frutas, homens, mulheres, crianças, tudo girando em torno dos afazeres diários orquestrados pela força da natureza, pelos rios azuis que descem do Himalaia alisando as pedras de todos os tamanhos. Sem fim!

Foto: Divulgação

Tudo parece ter parado no século 17. Os trajes, os rostos, os cortes de cabelo, o hábito de mascar uma semente duríssima que tinge os dentes e a boca de roxo ou vermelho dando a impressão de que estão sangrando o tempo todo. E é esta visão que vai exigir de nós selvagens ocidentais força e estrutura para olhar sem invadir, sem julgar, sem criticar, sem deixar nossos padrões inundarem os nossos olhos para classificar, carimbar e concluir. Ninguém pode concluir nada no Butão porque ninguém que vem de fora é butanês. Só quem está nestas terras há muitos milênios poderá decifrar os códigos deste lugar silencioso e cheio de mistérios e olhares codificados.

E assim estamos no século 17 esperando que o tempo escorra lentamente por uma ampulheta de bronze quando o toque de um celular nos desperta e nos remete ao downtown de Pequim, Tóquio, Nova Iorque ou São Paulo. 54 % da população do Butão têm entre 15 e 30 anos. E todos têm celulares. Ou parece ter. Portanto, todos têm acesso à internet, ouvem música inglesa (a preferida da turma) e sonham com um AllStar muito colorido quase sem amarrar jogado nos pés sem beira, nem beira. Num país onde os homens são obrigados a vestir quimonos, meias escuras e sapatos de couro (que podem ser pretos ou marrons) a juventude começa a mostrar sua rebeldia mudando esta regra de felicidade. Mesmo que para isso seja preciso usar o cabelo do Neimar, a franja de algum roqueiro, o gel de algum astro indiano da boliwood. Indiferentes a isso os gigantes da telefonia celular vão postando antenas entre pinheiros e pedras nas montanhas altas e sólidas onde, segundo dizem, vivem os deuses. Querem lá saber com quem os deuses falam? Querem mesmo é fazer que os butaneses não parem de falar. E ponto.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Nos mosteiros os celulares têm um uso mais discreto: surge de dentro dos xales bordeaux piscando as luzes dos sms recebidos enviados. E surgem no meio dos cantos, dos mantras, das orações, das chuvas de arroz do chá de manteiga quente. Pergunto a um monge sentado em posição de lótus justamente em frente a uma imagem da Tara Verde falando ao celular:
– Até o senhor monge?
Ele sorri compassivo para a minha pergunta sem mover uma célula. O guia intervém:
– Ele esta falando com a Tara Verde madame!
São bem humorados estes butaneses!

Gross National Happiness – Mas o que afinal isso quer dizer?

Literalmente seria a taxa que mede o produto interno do país cuja soma vai dar na felicidade. Ou seja, é este o maior valor que o país produz e tem para exportar: ou seja, através de lições para o mundo ou de experimentações via turismo gerando a população mais empregos, mais serviços, mais faturamento com estas atividades que o mundo vai tender a buscar lá.

Segundo o jornalista Gopilal Acharya um indu-butanes formado na suíça em economia e pós-graduado em jornalismo, o GNH é sustentado por alguns pilares:

– Preservação da cultura e tradição
– Liberdade religiosa, conservação da língua, dos costumes, do folclore, dos esportes nacionais (archerie, dardos, discos de pedras), preservação da memória oral e das histórias contadas pelos mais velhos nas aldeias (há vários livros sobre estas histórias).
– Respeito à monarquia, reverencia os reis e rainhas e suas tradições.

Conservação da natureza

– Manter 60% do território coberto por florestas (está na constituição). Não exportar recursos destas florestas, como a madeira, por exemplo. Manter o reflorestamento como meta irrevogável;

– Banir do território qualquer indústria poluente;

– Construir rodovias de forma a preservar o solo;

– É proibido ter um segundo carro sendo que uma vez por semana os veículos são proibidos de circular em todo o país;

– Bons governantes construindo um bom governo;

– O governo é eleito pelo povo em eleições livres e democráticas;

– Luta constante e firme contra a corrupção e a burocracia;

– Fortalecer o setor judiciário;

– Ouvir o povo pelos canais formais tais como os lideres comunitários;

– Promover discussões pública;

– Descentralização do poder;

– One stop shop – onde a população tem todo o apoio num só lugar. Tipo o nosso Poupa Tempo;

– Imprensa livre.

Desenvolvimento econômico sustentável

– Praticar os três pilares anteriores mais:

– Não explorar a natureza até a sua exaustão;

– Regras para o crescimento e desenvolvimento do setor privado;

– Empregos e remuneração decentes para todos os cidadãos;

– Melhorar o negócio da agricultura;

– Balancear os diferentes aspectos da vida oferecendo ao ser humano equilíbrio suficiente para ele viver feliz;

– Gerenciar a entrada da informação internacional  via TV a cabo, internet;

– Proibir bebida. O tabaco já é proibido desde 2008;

– Leis duras, tolerância zero. Controlar o vandalismo, o uso de drogas farmacêuticas, assaltos e roubos;

– Melhorar a rede de estradas. Hoje para se percorrer 65 km pode-se demorar 4 horas.

Depois de dez dias viajando de norte a sul, de leste a oeste neste pequeno país minha conclusão é que ainda é cedo para ir ao Butão; as estruturas para receber os viajantes ainda são precárias e a única estrada que liga o país é uma verdadeira temeridade: caminhões truculentos dividem o pequeno espaço de mão dupla com alguns trechos asfaltados com vacas, 4×4 cada vez maiores e mais modernos, ônibus, moto niveladoras, estrangeiros de bicicletas, vendedores de leite, ovos, milho verde, momos, pimentas, queijos. Mas daqui a alguns anos pode ser tarde demais: a invasão de informação do ocidente vai envenenando pouco a pouco a inocência do século 17 enchendo a alma dos jovens de desejos e sonhos totalmente descartáveis. Mas isso só nós sabemos por que vamos entrando em 2013 já fartos de modernices e computadores cada vez mais avançados. Temos para exportar violência, tristeza, decepção, depressão e descrença. Nosso sistema econômico esta falido e a beira de um caos total. Trocamos nossos deuses por outros valores e estamos cada vez mais sozinhos, embora afogados em montanhas de skipes, celulares, sms, facebooks, nets e antenas cada vez mais potentes. Mas não temos o direito de contar isso para eles. Os butaneses vão ter que viver na própria pele o preço de querer sair do paraíso. O evento Adão e Eva vai lá chegar com suas evil forces. Que o Guru Rinpoche possa voltar com seu tigre alado para unir novamente os corações destes seres e espantar para sempre o mal trazendo de volta ao paraíso à fartura, a generosidade, a compaixão e a tal da felicidade! Aí sim é à hora de ir para o Butão!

 

Por Izabel Telles, fotos Angela Cassiano

Paraísos de neve na Colômbia

Cordilheira dos Andes no país garante paisagens espetaculares!

A Colômbia é um país com uma diversidade geográfica surpreendente. Além da Floresta Amazônica, praias banhadas pelo Caribe e pelo Pacífico, o destino também oferece paisagens deslumbrantes oferecidas pela Cordilheira dos Andes.

No destino, é possível encontrar locais com a presença constante de neve, clima frio, florestas andinas e formações hídricas naturais, ideais para momentos únicos de lazer e prática de esportes.

Foto: Divulgação

 

Parque Natural Los Nevados

A aproximadamente 5000m, sobre o nível do mar, o parque reúne cinco imponentes picos nevados, Quindío, Santa Isabel, El Cisne, El Ruiz e Tolima, que formam uma das paisagens mais deslumbrantes e mágicas do país.

Os turistas podem também visitar o vulcão Nevado Del Ruiz e explorar cada uma de suas crateras, La Olleta e o Alto de La Piraña. Suas fontes térmicas constituem outro atrativo natural com águas em altas temperaturas.

Foto: Divulgação

Nestes picos e áreas desabitadas há um grande número de lagoas, entre elas a de Otún, formada pela ação vulcânica e glacial; La Leona, lago localizado em um ecossistema único; e a Lagoa verde, conhecida pelas águas de cor de esmeralda.

O Valle de las Tumbas, também conhecido como Deserto da Solidão, é um lugar mágico que foi destino de peregrinação das tribos Puyas e Quimbayas. Com uma superfície semelhante à lua, a área tem um círculo formado por centenas de pedras, que representam as preces e petições de viajantes que visitam o local.

Foto: Divulgação

O parque é um magnífico destino para quem deseja praticar esportes como o montanhismo, escalada em gelo e rocha, pesca esportiva, observação de aves e realizar caminhadas por trilhas. É uma excelente escolha para quem deseja conhecer a neve também.

Parque Natural Sierra Nevada Del Cocuy

Com mais de 25 picos nevados, com altitudes que chegam a até 5.330 metros, a Serra Nevada Del Cocuy é a maior cordilheira nevada da América do Sul e a que possui o maior volume glacial existente na Colômbia. Nela, fica o Parque Natural Sierra Nevada Del Cocuy, que encanta turistas de todo o mundo, sobretudo, pela grande riqueza de ecossistemas e fauna.

Foto: Divulgação

Além de várias florestas e bosques, o parque é rico em cascatas, lagos e formações hídricas de águas quentes. É possível encontrar também várias espécies de animais como ursos, águias, veados, macacos, tatus e pequenos tigres.

O local é destino de aventureiros de todo o mundo em busca de experiências desafiadoras. Há vários passeios diferentes pelas montanhas que podem ser feitos pelos turistas por jipes ou cavalos.

Foto: Divulgação

Esportes de Inverno

 

Que tal viajar em busca de práticas de esportes de inverno como esqui e snowboard? 

Aspen – Estados Unidos:

O mundialmente famoso ponto de esqui possui a montanha mais vertical dos Estados Unidos, a Snowmass, é considerada um dos lugares mais bonitos do planeta. Sua pista atravessa bosques de pinheiros e é sugestão ideal para quem quer praticar esqui ou snowboard.

Foto: Divulgação

 

Park City – Estados Unidos:

Além oferecer pistas perfeitas para o esqui e snowboard, Park City possui infraestrutura para a prática de outros esportes de neve como obobsled.

Foto: Divulgação

 

Las Leñas – Chile:

A estação, que fica na Cordilheira dos Andes, possui cerca de 30 pistas para a prática de esqui e snowboard, além de uma escola para aprender a esquiar. Ali é possível praticar o esqui noturno, já que algumas vezes por semana as pistas são iluminadas.

Foto: Divulgação

 

Valle Nevado – Chile:

Em meio à paisagem da Cordilheira dos Andes, o local tem uma das melhores neves do hemisfério sul. Entre as principais atrações estão um dos teleféricos mais rápidos do mundo e uma escola de esqui e snowboard.

Foto: Divulgação

 

Courchevel – França:

O maior complexo de esqui do mundo está localizado nos Alpes Franceses e é dividido em quatro patamares: Courchevel 1300, Courchevel 1550, Courchevel 1650 e Courchevel 1850, que indicam a altitude do local.

Foto: Divulgação

 

Serra Nevada – Espanha:

A estação de esqui que fica mais ao sul da Europa. Dali é possível ver as cordilheiras montanhosas do Marrocos. Com temperaturas não tão negativas, dá para aproveitar o sol que aparece mesmo no inverno.

Foto: Divulgação

Verbier – Suíça:

É a estação mais badalada da Suíça desde que se tornou refúgio predileto dos europeus no inverno. Além de pistas selvagens de esqui, o complexo possui outras opções de lazer como voo de parapente e trenó puxado por huskies siberianos.

Foto: Divulgação

 

Bariloche – Argentina:

O destino caracterizado por seu visual selvagem e singular é bastante procurado na América do Sul para a prática de esqui. Sua estação mais conhecida é a Cerro Catedral, que mantém suas instalações no alto das montanhas.

Foto: Divulgação

 

 

Jamaica

 

Recifes de corais, águas transparentes e natureza exuberante, eis a imagem dominante da Jamaica, um país nas Caraíbas que é apresentado turisticamente como uma imensa estância hedonista, para além dos itinerários culturais e de memória histórica, possíveis, também, na ilha do reggae.

Foto: Divulgação

 

No antigo dialeto dos índios Arawak, a ilha era designada por uma palavra que significava “terra de árvores e água”, justo epíteto e metáfora da natureza da Jamaica. As paisagens superlativas são onipresentes, quer à beira mar, quer no interior, onde a cada passo se desenham cenários tropicais de savanas, mangais, floresta úmida e incansáveis cascatas. Se o litoral, onde abundam formações de recifes de coral e inúmeras praias de areia fina e dourada, constitui o centro das atenções da grande maioria dos turistas, as áreas protegidas do interior e os vários parques naturais merecem por si só uma viagem inteira.

Na parte leste da ilha, entre Kingston e Port Antonio, está o Blue and John Crow Mountains National Park, um espaço natural bem emblemático da riqueza e diversidade da ilha em termos de flora e fauna. Localizado a mais de mil metros de altitude, conserva mais de 100 espécies de borboletas, 3000 de plantas e 250 de aves, entre as quais cerca de 20 são exclusivas da ilha. É possível, também, visitar algumas plantações de café.

Foto: Divulgação

 

Subir o Rio Grande ou o Black River são também opções a considerar. O primeiro, um dos mais caudalosos da ilha, é alimentado pelas chuvas das Blue Mountain e atravessa zonas de floresta com árvores seculares, com um curso marcado por rápidos em algumas passagens. O Black River, localizado no sudoeste do país, no condado de St. Elizabeth, terra de origem do rum Appleton, é o maior rio da Jamaica. As zonas pantanosas do Parque Nacional Great Morass constituem habitats de grande número de crocodilos. É uma zona muito propícia, também, para a observação de aves (mais 100 espécies diferentes), organizada regularmente através de boat safaris.

Foto: Divulgação

 

As quedas de água são sem conta nesta ilha onde não faltam paragens que emulam cenários edênicos. As Dunn’s River Falls são as mais conhecidas, mas vale a pena também passar pelas de Sommerset, em Hope Bay, perto de Port Antonio, e explorar as do vale do Rio Grande, algumas localizadas em sítios quase impenetráveis. E, sobretudo, não perder as Ys Falls, no rio com o mesmo nome, no sudoeste da ilha, uma série de dez cascatas de dimensão variável, imersas num cenário de floresta cerrada e úmida. As piscinas naturais são simplesmente irresistíveis.

Foto: Divulgação

 

The sun is shinning, the weather is clear…” – o clássico de Bob Marley são insistentemente por toda a parte numa espécie de redundância hiper-realista que chega a cansar. Dificilmente alguém viajará para a Jamaica para conhecer os vestígios da cultura Arawak – designadamente, gravuras rupestres inscritas em várias grutas. E mesmo muita da realidade cultural, ou social, jamaicana passará ao lado da maioria dos visitantes, à exceção dos aficionados de alguns festivais de música. O país conquistou um lugar privilegiado nas rotas turísticas, sobretudo graças ao clima, às belíssimas águas azul-turquesa e às estâncias balneárias onde os turistas se abandonam a uma litania hedonista de sol e mar – nos resorts Hedonism, com reserva de admissão a adultos, as sugestões epicuristas alargam bem as suas fronteiras…

QUANDO VIAJAR PARA A JAMAICA

Qualquer época do ano é boa para viajar. A Jamaica tem um clima mais ou menos estável, com poucas variações de temperatura – tanto a do ar como a da água do mar mantêm-se próximas dos trinta graus.

Com uma afluência muito forte de turistas norte-americanos, o período entre Dezembro e Abril registra níveis elevados de ocupação das unidades hoteleiras. Maio e Junho são meses relativamente mais calmos, assim como o período de Setembro a Novembro, embora neste último a Jamaica possa ser visitada por furacões, normalmente breves e inofensivos. Esta é também uma época de chuvas nas Blue Mountains. Julho e Agosto são, obviamente, os meses mais concorridos pelo turismo europeu.

Foto: Divulgação

 

Fonte: almadeviajante.com

 

Os Andes

 

Os Andes são a maior cadeia de montanhas do mundo que se estende por 7.000 km (4.300 milhas), de norte a sul passando por sete países da América do Sul, ao longo da costa oeste do continente, com uma altura média de 4.000 m (13.000 pés).

O pico mais alto, Aconcágua tem 6.960m (22.834 pés) acima do nível do mar. O cume de Chimborazo, nos Andes Equatorianos é o ponto mais afastado do centro da Terra. Os vulcões mais altos do planeta encontram-se nos Andes, incluindo Ojos del Salado, na fronteira entre o Chile e a Argentina, que se eleva a 6.893 m (22.615 pés).

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O clima dos Andes varia muito, dependendo da altitude e da proximidade com o mar. A parte sul é chuvosa e fria, a central seca e fria, a do norte é chuvosa e quente. A temperatura, a pressão atmosférica e a umidade diminuem com as altitudes mais elevadas e as variações climáticas são expressivas a curtas distâncias.

O significado da palavra “Andes” origina-se de “anti” que em linguagem quéchua quer dizer “pico alto”.

O lago Titicaca é o maior de água doce na América do Sul e o mais elevado do mundo e está situado a 3.810 m (12.500 pés) acima do nível do mar, entre o Peru e a Bolívia. Construções arqueológicas de grande interesse histórico em locais como Pukara, Sillustani, Cutimbo, Tiwanaku e na Ilha do Sol evidenciam a existência de sociedades antiquíssimas, dentre elas os Incas.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Muitas línguas, tradições e crenças misturam-se de diferentes modos e evidenciam-se nas variadas danças, rituais, festas e música da região. O grande Titicaca é considerado um lago sagrado e às suas margens emergiu o grande império inca.

Para quem gosta de admirar cenários naturais deslumbrantes, a visita aos países andinos é um must. Indo além, a hospitalidade é uma característica constante, sendo os visitantes sempre bem vindos.

O portal Amantes da Vida sugere a elaboração de um roteiro que percorra os pontos principais desta imensa barreira natural de montanhas, cujas cidades apresentam além dos passeios,  culinária característica e cheia de variantes.  Boa viagem!

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Cape Town

 

Diz a lenda que quem bebe a água da África, sempre volta. Comigo não foi diferente. Tenho paixão pela África do Sul onde já estive diversas vezes. Quando retorno para o Brasil, parece que deixo um pedacinho de mim, pois já sinto saudades – provavelmente por causa do sangue de algum antepassado que ainda corre em minhas veias já que minha avó era espanhola e a Península Ibérica foi dominada pelos mouros durante um bom tempo…

Cada lugar tem cenários absolutamente distintos, das planícies douradas, da cor dos leões, até as montanhas esmeraldas cobertas de vegetação. As costas africanas são deslumbrantes e Cape Town a cidade mais cosmopolita da África do Sul tem o privilégio de ser a única no mundo banhada por dois oceanos: o Índico e o Atlântico.

Foto: Divulgação

Os africâners chamam-na de Kaapstad e em Xhosa, dialeto local, é ikapa. Para nós, Cidade do Cabo. Trata-se da segunda mais populosa da África do Sul, depois de Johanesburgo,  e é a sede do Parlamento Nacional, portanto capital legislativa do país.

Famosa por seu porto movimentado e também  pelo Parque Nacional de Table Mountain, que consiste na maior concentração de espécies de plantas não tropicais do mundo, dentre as quais cinco das doze endêmicas da África do Sul e cento e sessenta dentre as genéricas. Em 2004, para se ter noção da importância desse eco sistema, as áreas florais protegidas do Cabo foram consideradas pela UNESCO local de interesse mundial (World Heritage Site).

Foto: Divulgação

A cidade foi originalmente desenvolvida pela Companhia das Índias, como porto de acesso dos navios holandeses para a Índia, África do leste e Oriente. Em 1652, Jan van Riebeeck estabeleceu a primeira colônia européia na África do Sul. Cape Town rapidamente desenvolveu-se até tornar-se uma das cidades mais multiculturais do mundo, abrigando muitos imigrantes e expatriados.

Após a ocupação holandesa, ao longo dos anos de muitas batalhas e tratados, em 1814 Cape Town tornou-se possessão inglesa e seu território expandiu-se substancialmente, tornando-se a capital da União Sul Africana, até a declaração da república.

Foto: Divulgação

As guerras entre brancos e negros eram sangrentas. Na penitenciária de Robben Island, hoje ponto turístico da cidade, situada numa ilha distante cerca de dez quilômetros da costa, permaneceram presos por muitos anos, diversos ativistas,  sendo o mais importante dentre eles Nelson Mandela. Em 1990, da sacada da Prefeitura de Cape Town, Mandela, horas depois de sua soltura, fez um discurso lindíssimo que marcou o início de uma nova era para o país. Quatro anos depois de seu pronunciamento, em 27 de abril de 1994, houve a primeira eleição livre democrática!

É imperdível a visita à praça Nobel Square, onde há estátuas que homenageiam os quatro sul-africanos ganhadores de Prêmios Nobel da Paz: Albert Luthuli, Desmond Tutu, F.W. de Klerk e Nelson Mandela.

Foto: Divulgação

Com o boom do turismo, a economia local chegou a níveis nunca alcançados. A rede hoteleira dispõe de hotéis de altíssimo luxo, como qualquer capital européia. Os visitantes podem curtir os bares, restaurantes, galerias de arte e boutiques da praia mais badalada da cidade, Camps Bay. No Biscuit Mill, o animado brunch aos sábados já é um must entre os “capetonians”.

Vale a pena andar de bicicleta pela cidade e subir de elevador até Table Mountain, a mais famosa dentre as “Twelve Apostles” cadeia de doze montanhas que circunda a cidade, dando personalidade aos seus charmosos bairros.

Foto: Divulgação

O Aquário de Cape Town tem que fazer parte do roteiro turístico. Não se pode ir embora sem adquirir peças de artesanato típico africano que é único. A moeda local é o Rand e o câmbio nos é favorável.

Bem, não basta escrever a respeito – há que se conferir o que foi escrito e sugiro que o façam o quanto antes, pois será uma viagem inolvidável.

 

As muralhas da China

 

Muitos são os planos de viagem para conhecer o grande gigante chinês, o país com maior número de habitantes da terra. Tradições e costumes milenares atraem inúmeras empresas que se especializaram em conduzir os turistas por esse mundo misterioso e tão diferente que os demais países têm para mostrar.

Foto: Divulgação

Indo além, no campo dos esportes, a China passou a ser também um enorme atrativo. Um novo percurso nas maratonas tem feito a cabeça dos atletas. A “The Great Wall Marathon”, traduzindo, a Maratona da Muralha da China, acontece, como o próprio nome já diz, em cima muralha chinesa. A prova se realiza em maio na província de Tianjin. O percurso passa por fazendas locais e seis quilômetros são em cima da Muralha.

Além disso, o trajeto conta com 3.700 degraus de subida. Por isso, esta é uma prova para se fazer com tranquilidade. A maratona principal tem os 42 km oficiais, porém também ocorrem provas de 21 km,10 km e 5 km, todas com trechos sobre a muralha. O percurso é mais ou menos normal até a torre que marca o ponto mais alto do percurso sobre a muralha, cerca de cem metros acima do local em que os corredores entraram.

As passagens são estreitas, as descidas são íngremes e em vários pontos não há paredes. Vale lembrar que a muralha foi construída há mais de 1.400 anos. A Maratona da Grande Muralha da China é uma experiência extraordinária. Os mais de cinco mil degraus da Muralha é um teste enorme para o atleta, combinando com vistas espetaculares da região. Os corredores bem preparados costumam terminar a prova entre 5 e 6 horas, o que mostra o nível de dificuldade da competição.

Essa “mosca azul” também já picou-me. O planejamento precisa ser grande pois fica bem mais custoso que os desafios próximos mas quem sabe? Ninguém prevê o futuro  e enquanto isso, o bom é sempre sonhar com novas aventuras…

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

 

Trancoso

 

          Dicas em Trancoso na Bahia!

Foto: Divulgação

Quanto mais apertar o frio em São Paulo, maior a vontade de esticar o corpo nas areias ‘calientes’ da Bahia e, um ponto de atração irresistível é o litoral sul, em especial Trancoso, que nunca sai de moda.

Vá se alongar na praia do Rio da Barra, onde o rio encontra o mar, diante de majestosas falésias. Aproveite para alugar um barco e passar o dia nas praias do Espelho e Curuípe. Se preferir, alugue um carro e enfrente 18 km de estrada de terra, mas que vale a pena, pois desemboca no paraíso.

Diversas opções de Pousadas fazem da estadia em Trancoso motivo de curtição: o clássico Capim Santo, a Tangará, a Etnia, a Jacaré do Brasil, fora as casas particulares deslumbrantes que são alugadas por períodos para pessoas com indicação.

O Quadrado, principal Praça de Trancoso, com a igreja ao fundo é um charme que deve ser curtido principalmente depois do entardecer. Pela manhã a maioria dos estabelecimentos está fechada, pois se presume que o pessoal está ainda dormindo ou curtindo o sol.

Não deixe de provar o cardápio de peixes e frutos do mar do restaurante dentro do Capim Santo, ou de se deliciar com os pratos maravilhosos do restaurante Cacau. Só de lembrar-se das tapioquinhas servidas lá, dá água na boca. Quem não passar sem comida japonesa, o Aki Sushi é também uma opção.

À noite, dê uma passada no Para-Raio ou curta a lua no mar que é de perder o fôlego…

Não deixe de conhecer Arraial da Ajuda – vá depois das 18h quando as lojinhas abrem e, como ninguém é de ferro, divirta-se com umas comprinhas maneiras…

 

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação