História de Noel


 

Lá no remoto sec. IV, mal sabia o arcebispo turco Nicolau de Taumaturgo que além de virar santo, se tornaria o velhote mais conhecido no distante futuro. O caridoso homem em carne osso, na época do Natal colocava em saquinhos moedas que arrecadava e distribuía entre os pobres que moravam na sua cidade – Mira.

Foto: Divulgação

O simpático gesto começou a ser repetido e as moedas trocadas por presentes. Mas a figura heráldica do bispo com seu traje verde permaneceram fiéis às origens. No grande interregno entre o verdadeiro bom homem e o que passou a serem representados séculos depois, muitos água rolou e o coitado acabou virando lenda.

Claro, com tantos figurantes que foram sendo acrescentados, nem o Nicolau acreditaria ser o próprio. Para inicio de conversa, a fama da figura natalina já corria o mundo quando em 1822 um professor de literatura grega, para enriquecer a imaginação dos seus seis filhos, inventou que o velhote de verde sobrevoava o céu num treno puxado por quatro renas e jogava os presentes pela chaminé. Não sei por que cargas d’água, em 1939 entraram mais três renas que iriam ajudar em caso de tempestade. As danadas têm até nome que em português seriam; Rodolfo, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago.

A turma de estudiosos de plantão não se manifestou sobre a escolha do animal nem pelo aumento do grupo de renas. Mas sobre as chaminés a explicação veio – Nesta parte da casa era feita na época do Natal uma bela faxina, para que a sorte entrasse e ficasse o ano inteiro. Aí também, com todo o respeito, mergulharam pesado na imaginação, pois na verdade deveriam ser limpas para que cumprissem o devido uso é claro.

Foto: Divulgação

Nestas alturas o bom homem vestido de verde que pilotava um trenó puxado por nove renas, já era uma constante nos Natais ao redor do mundo. Eis que em 1931, num tremendo lance de marketing a Coca-Cola repetindo com êxito o que outros tentaram, resolveu repaginar o St. Claus. O cartunista Thomas Nast criou um velhote gorducho, bonachão, com barba branca, vestido com as cores do também já famoso refrigerante. A campanha teve tanto êxito que atualmente apenas os mais ortodoxos insistem no verde original.

O verdadeiro Nicolau se possível, deve se divertir com a não discreta figura que virou. Mas também se possível deve sentir-se orgulhoso em ver que seu exemplo de amor ao próximo ao menos numa época do ano vem sendo seguido. Como no céu não existe gente fofoqueira, ninguém vai comentar a desvirtuada que os comerciantes deram ao seu caridoso gesto.

Seguindo a linha já em desuso de ser o pai o provedor, nos países de língua espanhola assim como os do nosso português é conhecido como Papai Noel.

Como os italianos acham a figura muito velhota para ser pai, tratam-no de Babbo Noel (vovô Noel). Os ingleses já tem mais intimidade com o alegre velhote e o chamam-no de Father Christman (irmão do Natal). Os poucos japoneses cristãos, para não darem muita bandeira, o chamam de Jizo.

Pieguice e curiosidades à parte, desejamos que nossos leitores lembrem-se também dos menos favorecidos ao presentear no Natal, em nome dos creditos devidos ao santo-bispo.

Os votos do Portal Amantes da Vida são que cada um resgate sua crédula criança interna e espere ansiosamente a noite mágica do Natal, onde Papai Noel irá sobrevoar os céus e realizar os seus sonhos.

Foto: Divulgação

 


Autor: Ana Boucinhas

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