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Amor de mãe não tem preço!

Atualizado: Fev 5

Maria Eugenia Cerqueira e Ana Boucinhas, colunistas do Portal Amantes da Vida, falam sobre mimos e homenagens, em uma das datas mais aguardadas pelo comércio


“Não foi isso que Anna Marie Jarvis imaginou, quando deu origem, quase que inocentemente, às comemorações ao Dia das Mães”, afirma Ana Boucinhas, fundadora do Portal Amantes da Vida, mãe de 3 filhos e avó de 5 netos. A história da norte-americana, de fato, exemplifica bem a manipulação dos comerciantes, ainda no início do século XX. Ao ficar órfã, as amigas de Anna Marie Jarvis, penalizadas com sua dor, resolveram inventar uma festa para homenagear a falecida. Ela ficou tão feliz que achou que a ideia deveria ser estendida a todas as mães, mortas e vivas. Anna saiu da depressão com a bola toda e, dois anos depois, já estava à frente da Associação Internacional para a Criação do Dia das Mães. Em 1910, o Governador da Virginia incorporou ao calendário local a comemoração. Quatro anos depois, o então Presidente dos EUA, Woodrow Wilson, unificou a celebração em todos os estados americanos.

A sensível Anna tinha a melhor das intenções na sua luta, tanto que na primeira Missa das Mães realizada na Igreja de Grafton no segundo domingo de maio, enviou 500 cravos brancos para serem distribuídos dois a cada mãe presente. As luzes dos comerciantes logo se acenderam e trataram de obter fins lucrativos com a festividade. Anna, então, quase pirou. Entrou com ação para cancelar o dia das mães e nesta nova luta, ela e a irmã gastaram o que tinham e o que não tinham. “Claro que não obtiveram o menor sucesso. A coitada morreu na miséria, aos 84 anos, e sem ter sido mãe. No mínimo os comerciantes dos países que se locupletam com a merecida comemoração às mães deveriam render uma homenagem à mentora”, opina Ana Boucinhas.

Foto: Divulgação


O drama e o legado deixados por Anna Marie Jarvis ainda estão presentes nos dias de hoje. “Mesmo dando um trabalho danado, que ninguém se engane: ser mãe é muito bom e gratificante. E é exatamente por isso que devemos celebrar”, diz Maria Eugenia Cerqueira, também fundadora do Portal Amantes da Vida, mãe de um casal e avó de 1 neto. Para ela, o mais importante são as homenagens, que podem vir em forma de presente ou não. Nesse sentido, Maria Eugênia se diverte ao lembrar dos mimos feitos pelos seus filhos durante a época da escola. “As crianças são incentivadas a preparar algo para presentear, como desenhos, porta-retratos, corações recortados e cartões. O resultado final, entregue por mãozinhas orgulhosas e emocionadas, no entanto, quase sempre sai desengonçado. Muitas mães, assim como eu, emocionavam-se com o gesto e acabavam guardando o presente por anos a fio”, brinca.

Maria Eugenia Cerqueira não recebe mais “brindes escolares”, pois seus filhos já são adultos. Mas acredita que gestos e demonstrações de afeto, apesar de tudo, ainda são os melhores presentes: “Sou levada a comer fora, telefonam, prestam-me homenagens. Quando  vejo mulher grávida no meio da rua, do alto de minha experiência, penso: bendita menopausa! Deus é sábio – dá filhos quando a paciência ainda é elástica e inesgotável”, finaliza.

#Comportamento

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