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Black Friday

Atualizado: Fev 5

Na década de 60, a polícia da Filadélfia arrancava os cabelos no dia seguinte do Thanksgiven, tamanho era o frenético movimento de compradores nas ruas. Na véspera comentavam entre si que o day after seria um Black Friday de tanto trabalho que teriam com o congestionamento caótico. Aproveitando o feriado, a turma já antecedia as compras de Natal, lotando tudo quanto era loja.

Dez anos depois, os jornais também alardeavam o frenesi das compras do tal Black Friday. Os varejistas que já haviam se locupletado com as vendas nas vésperas, resolviam liquidar os estoques, levando os consumidores a gastarem o que tinham em nome da economia que faziam.

Foto: Divulgação


Claro, concluíram que aquele era ‘O Dia’ para terem grande lucro com a rotatividade dos produtos e entraram de cabeça nos descontos. Atualmente, as lojas não perdem tempo e algumas abrem até com 4 horas de antecedência para dar início ao atendimento às filas de consumidores que já estão formadas nas portas. O volume de vendas é proporcional a dos descontos e a disputa pelo menor preço é a preocupação maior.

Na época de vacas gordas da economia americana, fiquei particularmente impressionada com as filas que viravam o quarteirão na porta de… joalherias em Manhattan nesta data. Mas efetivamente quem oferece desconto menor do que 60% pode trocar o lucro por um descanso semanal. Das lojas, a proposta do Black Friday espalhou-se para todos os ramos da economia norte americana. Restaurantes, shows, passagens, hotéis disputam os dólares oferecendo preços lá em baixo.

Foto: Divulgação


Praticamente é o dia oficial da maratona das compras, pois é preciso um preparo especial para acordar cedo e com o roteiro das compras nas mãos, sair em disparada para encarar os produtos mais atraentes. Mas o bolso realmente agradece o louro da vitória.

Como temos mania de copiar, aqui também se instituiu em 2012 o Black “Fraude Day”, pois os descontos foram maquiados e se limitavam às vendas virtuais e a uma ou outra loja de decoração.

Em 2014, o PROCON já entrou em cena e a ética vai ter que ser cumprida, não valendo cobrar a metade do dobro.

Grandes empresas estão sob a mira do órgão protetor dos consumidores. Só não dá para entender o porquê da coincidência da data se não faz parte da nossa cultura nem dar um desatento “oi” na última sexta feira de novembro, quanto mais presentes. Já que é para movimentar a economia e liquidar estoques, porque não instituir um Black Monday no dia seguinte ao Dia das Mães?

Foto: Divulgação


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