Dia da pizza

Atualizado: Fev 5

A pizza também merece seu dia comemorativo no Brasil – 10 de julho. A homenagem começou em 1985, no encerramento de um concurso de pizzas em São Paulo. Desde que bolaram o pão, o conceito de pizza começou a se desenvolver, mas até chegar aos finalmente, séculos rolaram.

Claro que foram os italianos os que capitalizaram todas as tentativas e acabaram aprimorando o que vinha sendo testado há 5 mil anos. Até o nome definitivo foi “colado” dos fenícios que chamavam de ‘pisea’ a massa feita com farinha água e sal e assada em fornos rústicos.

O “Pão de Abraão” aportou em Nápoles, na época das cruzadas e já deu ibope! No início, a massa em forma de disco a tal da ‘pisea’ era coberta com toucinho, peixe frito e queijo. Com estes ingredientes baratos, a parte pobre da população napolitana matava a fome. Mas foi Don Rafaelle Espósito, o primeiro verdadeiro pizzaiolo. Tirou aquela mistura estranha de cima da massa e levou para a côrte, onde reinava Marguerita de Sabóia, a ‘pisea’ coberta com tomates, manjericão e queijo. A rainha ficou imortalizada ao dar seu nome à nova pizza.

Foto: Divulgação


A fama da receita correu, digo, engatinhou pelo mundo, mas foi na própria Nápoles que se deu a abertura da primeira pizzaria do mundo – a Port Alba que logo virou “point” dos artistas. Alexandre Dumas por exemplo, foi um dos grandes divulgadores, pois em suas obras, tem sempre uma receitinha das variações da pizza. Claro que os imigrantes italianos foram levando a receita para diversos países e, cada um foi dando uma modificadinha nos sabores.

Em New York, por exemplo, Genaro Lombardi é conhecido como o “Patriarca de La Pizza” pois abriu em 1905 a primeira pizzaria nos EUA. No final do século 19, a pizza chegou pelo porto de Santos e veio para ficar! O reduto dos italianos à época era o Brás e claro que ali foi o berço das primeiras pizzarias…

Atualmente, 94% da população americana come pizza, gerando um mercado de 22 bilhões de dólares, nas mais de 61 mil pizzarias espalhadas no território americano. São Paulo fica em segundo lugar com 20 mil. Os paulistas devoram em torno de um milhão de pizzas por dia, ou seja 40 mil por hora.

Nos dias de hoje, a pizza é uma das queridinhas da gastronomia mundial, pois dizem que na Good Morning no Vietnã, come-se a melhor pizza napolitana do mundo. Das ruas de Nápoles alimentando os pobres, a pizza deu um belo ‘up grade’ espetacular. Na pizzaria Nino’s, belíssima em New York, caviar, lagosta fresca, salmão e wasabi substituem os míseros peixinhos fritos e custa a bagatela de mil dólares.

A simplória ‘pisea’ virou objeto de desafios e o Guinnes (livro dos recordes) aponta a “Ottavia” feita pelos italianos, como a maior do mundo, pesando 250 quilos. Também, para este mimo, foram usadas 10 toneladas de farinha, 5 de molho de tomate e 4,5 de água. Um romeno comeu em uma semana, 90 quilos de pizza, correspondente ao seu próprio peso e um japonês devorou uma inteira em menos de 3 minutos.

A maior rede de pizzaria do mundo é a Pizza Hut que nos seus feitos, matou a vontade de um astronauta, entregando o pedido na Estação Espacial Internacional em 2001. Por mais que os napolitanos tenham tentado evitar a miscigenação na origem da pizza, esta se tornou patrimônio da humanidade e as coberturas são infinitamente variáveis. Mas, sem a menor dúvida, a Marguerita de Saboia é a rainha das pizzas.

No nosso Brasil, além do aspecto ligado à alimentação, tem também uma conotação negativa. Indica a banalização de um conflito que deveria merecer um desfecho sério.

A expressão “acabar em pizza” foi criada em 1960, quando o Palmeiras passava por uma crise e os cartolas depois de um papo de 14 horas, foram comer pizza. O termo se popularizou e a expressão é usada principalmente para caracterizar a impunidade dos escândalos políticos.

Foto: Divulgação


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