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Dia Internacional da Mulher

Atualizado: Fev 5

O Dia Internacional da Mulher é celebrado no mundo inteiro, com justas homenagens à Super Mulher. As lutas e conquistas em todas as áreas são ressaltadas e reverenciadas. Mais do que justo!

As corajosas mulheres que se juntaram para participar ativamente da revolução dos costumes passaram por todas as fases e hoje, compulsoriamente, viraram idosas por decreto, mas nem por isso resolveram se aquietar. As “envelhescentes” do século XXI não querem perder a fama de terem pertencido à geração mais ativa e menos egoísta de todos os tempos. Tendo colhido os louros da vitória conquistados a duras penas, partem agora para uma nova revolução, mas esta muito mais suave, silenciosa e divertida.

Para se ter uma ideia, as hoje maduras mulheres nasceram em uma época em que comunicação era dar um oi para o vizinho, e olhe lá! A televisão que engatinhava era movida por dois botões, On e Off. Uma ligação interestadual era feita por telefonista e com hora marcada para receber a chamada no telefone preso na parede. O computador, aquela peça que ocupava uma sala enorme, era uma coisa muito complicada e não despertava nenhum interesse.

Foto: Divulgação


Estas mesmas mulheres, ao lado do árduo caminho percorrido, foram se adaptando aos saltos qualitativos trazidos pela era da informática e comunicação. O singelo oi ao vizinho foi trocado por abertos e divertidos papos com estranhos do outro lado do mundo. Hoje, essa turma pilota com maestria os “trocentos” botões que regulam a parafernália de objetos eletrônicos. Considero um “milagre” que, em questão de segundos, ficar altos papos com os netos que moral a quilômetros de distância graças a dois mini telefones portáteis. Já o computador, graças à tecnologia, tornou-se uma incrível ferramenta de lazer.

Antigamente, as então moçoilas eram programadas para copiar o modelo feminino familiar onde, através do casamento, conquistava-se o entusiasmante papel de… rainha do lar! Até a chegada do grande dia da pompa e circunstância, deveriam manter-se recatadas e dirigir a curiosidade para cursos formadores de futuras donas de casa.

Entretanto, na cola de líderes feministas, as jovens mulheres armaram-se para a guerra da conquista de igualdade de direitos. Tímida, mas corajosamente, começaram a sair dos bancos dos cursinhos “espera marido” e se dirigiram para as faculdades dos meninos.

O clássico dois pra lá dois pra cá dos boleros dos adultos foi para o espaço e, sem qualquer timidez, entraram de sola no Rock’ n’Roll, sob os olhares críticos dos mais velhos. Cortou-se o maiô inteiro em dois e o umbigo começou a tomar sol. A mesma solução foi dada às saias que, em três tempos, marcaram seu diferencial com as roupas das respectivas mães.

Tanta garra em alterar comportamentos acabou levando a então mulher a abrir na marra as portas das atividades profissionais e hoje já assumem com naturalidade importantes postos na área privada quanto na pública. Mas para elas, o estigma da rainha do lar estava lá. Com enormes angústias, abriram um campo de batalha interno, onde as famílias que construíam competiam com as atividades conquistadas. Claro que pagaram um preço alto pela rebeldia aos padrões e tiveram mil conflitos com a programação inicial. Mas cada degrau com certeza será enaltecido no dia 8 de março pelas mulheres que tiveram ricas experiências na busca pela igualdade de direitos.

As antigas moçoilas casadouras não conseguem segurar o fogo do entusiasmo do passado. Sem a timidez da juventude, hoje as mulheres maduras mergulham de cabeça na construção do novo modelo da clássica velhice. Uma vez conquistada a taça de super mulher, partem sem alarde para alterar o antigo papel da pacata vovó.

Parece simples reinventar a nova mulher idosa. Mas simples mesmo era ficar bisbilhotando a vida alheia entre um sapatinho de tricô e um bolinho saindo do forno. Para se posicionar em um mundo ainda sob a tirania da juventude… só as guerreiras da corajosa geração mesmo. Entre perdas e ganhos, conseguiram manter em estado de alerta as antenas que captam movimentos incipientes de alterações comportamentais. Dentre eles, a aproximação do fim da referida tirania.

Por várias razões, a expectativa de vida deu um salto tão grande que os sapatinhos de tricô serão feitos, sim, com amor e carinho, mas… para quando nascerem os bisnetos ou tataranetos. Até lá, a ordem é usufruir o prêmio maior conquistado depois do tremendo corre-corre que criaram: o TEMPO.

Já que não teria sentido desperdiçar o precioso tempo em cadeiras de balanço, as maduras do novo século espalham-se em atividades impensáveis pelas clássicas vovós. Fato corriqueiro hoje em dia é cruzar com elas em academias, maratonas, palcos de teatros, bancos universitários, em grupos esbanjando alegria em viagens, abraçando entusiasticamente causas ou se divertindo tranquilamente em frente à telinha do computador.

Assim, considerando que já ultrapassaram a fase de serem reverenciadas por árduas lutas, em nome das futuras gerações, nós do Portal Amantes da Vida antecipamos os cumprimentos que virão pelo sucesso na reformulação da velhice. Sem a dramaticidade do fato que deu origem ao Dia Internacional da Mulher, mas com alegria e incontido entusiasmo. A mulher madura de hoje está construindo um novo papel, que levará futuras idosas a conviverem em harmonia com a ainda hoje desprestigiada terceira idade.

Às ex-combatentes, mas sempre atuantes mulheres, nossos mais efusivos cumprimentos!!!

Foto: Divulgação


#Comportamento #MulheresMaduras

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