Em se plantando, tudo dá!

Atualizado: Jun 9

Há trinta e cinco anos atrás, recebi de minha mãe uma mudinha de cajá-manga, trazida de uma viagem que ela tinha feito ao Nordeste. Descrente do desenvolvimento no clima frio de São Paulo, nem ela nem eu colocamos muita fé na sobrevivência da muda. Hoje, uma imensa árvore frondosa, adorna a frente do meu jardim e nos meses de maio e junho me presenteia com seus frutos dourados. Popularmente também é conhecida pelo nome de cajarana, sendo originária do Arquipélago da Sociedade, na Oceania. Está presente em quase todo o território brasileiro, especialmente na Região Nordeste do Brasil bem como noutros países da Ásia, América e Caribe.

A árvore do cajá-manga pode atingir até 15 metros de altura. O fruto tem formato cilíndrico, com 6 a 10 cm de comprimento, 5 a 9 cm de diâmetro, podendo pesar até 380 g. Tem a casca lisa e fina, que possui coloração amarela brilhante, muito aromático e de polpa suculenta, de sabor agridoce e ácido quando maduro, com um caroço revestido de espinhos irregulares. É uma fruta rica em fibras, vitaminas A e C e diversos sais minerais como cálcio, fósforo e ferro.




Depois que os frutos amadurecem e caem, as folhas tornam-se amarelas, desprendem-se dos galhos e pintam o chão todo de dourado. A árvore despida, parece então seca, sem vida. A seguir, pouco a pouco, renasce exuberante e tem início um novo ciclo. Seu tronco é tão grosso que duas pessoas mal o abraçam e já tive que reformar o piso da frente da casa, para adequá-lo àquela que fora uma pequena mudinha, sem muita esperança de sobrevivência. “Em se plantando, tudo dá” não é assim o ditado?

Sua polpa é suculenta, aromática e de sabor agridoce.

Aqui em casa fruta é consumida ao natural, na forma de suco mas pode ser usada no preparo de coquetéis, licores, sorvetes, geleias, e compotas. Como a quantidade de frutos é muito grande, além do meu consumo costumo presentear amigos e disponibilizar a coleta a vizinhos. Congelando a polpa consigo usufruir desta delícia ao longo de vários meses. Antes e durante meus treinos de corrida, o cajá-manga me fornece uma energia extra. Aqui em São Paulo, muita gente desconhece a árvore e por isto resolvi trazer informações e fotos para nosso portal.



Depois que os frutos amadurecem e caem, as folhas tornam-se amarelas, desprendem-se dos galhos e pintam o chão todo de dourado. A árvore despida, parece então seca, sem vida. A seguir, pouco a pouco, renasce exuberante e tem início um novo ciclo. Seu tronco é tão grosso que duas pessoas mal o abraçam e já tive que reformar o piso da frente da casa, para adequá-lo àquela que fora uma pequena mudinha, sem muita esperança de sobrevivência. “Em se plantando, tudo dá” não é assim o ditado?

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