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Fundação Louis Vuitton

Atualizado: Fev 5

Em pleno Bois de Bolongne uma espetacular obra arquitetônica hospeda o mais novo espaço cultural de Paris. 

Em reconhecimento à importância da imagem artística e cultural oferecida pelo Estado Francês no sucesso que a Louis Vuitton detém há mais de 200 anos, o presidente da LVMH, Bernard Arnauld, presenteia Paris com o mais novo templo da arte contemporânea – a Fundação Louis Vuitton. 

Foto: Divulgação


A ideia surgiu em 2006 e em apenas dois anos, a LVMH já havia recebido da Prefeitura a concessão por 55 anos de uma área de 11.700 m2, exatamente no parque mais antigo de Paris – Le Jardin  D Aclimatation em pleno Bois de Boulogne.

Em paralelo, o mais ousado arquiteto da atualidade, o criador do Guggenheim de Bilbao, Frank Gehry já estava contratado para elaborar o novo museu.

O quase octogenário arquiteto tinha um grande desafio pela frente. Harmonizar sua arrojada inspiração à elementos que se distanciam da ousadia. Os verdes dados pela Natureza e o lazer oferecido pelo parque de um lado, o outro a Paris do século XXI, representada pelos modernos prédios do La Defense.

Impossível  ainda não merecer olhares dos visitantes a vista da cidade, incluindo seu cartão de visitas – a torre Eiffel.

Discretamente a obra foi se concretizando ao custo de  milhões de euros e algumas dores de cabeça dadas pelas reclamações dos parisienses. Mas nada impediu que em outubro de 2014, todos os holofotes se virassem para o novo grandioso espaço.

Foto: Divulgação


Apesar da diversidade de interpretações, a obra de Frank Gehry parece uma grande embarcação, onde 12 painéis ondulados de vidro, dão a ideia de serem as suas velas.

O arquiteto é tão danado que ainda por cima homenageou o Grand Palais, usando os mesmos materiais – vidros e aço.

A estrutura interna, com suas paredes de titânio são visíveis do exterior, onde lascas de madeira misturam-se com os outros elementos.

A grandiosidade arquitetônica não ofusca as atividades culturais que são apresentadas. O visitante atravessa as galerias com a leveza de um passeio por um parque. Há uma sintonia perfeita entre o interior e o contexto do que é visto do lado de fora.

Ao lado das galerias onde além do acervo permanente, exposições transitórias irão irradiar para o mundo as tendências da arte contemporânea. O espaço abriga um auditório para encontros artísticos. Na inauguração por exemplo, a apresentação do pianista Lang Lang foi seguida pela banda eletrônica Kraftwert.

Tivesse apenas telas de Elisworth Kelly penduradas, o auditório já seria perfeito. Mas nas paredes de vidro ao fundo, vê-se uma enorme escada com água em cascata pelos degraus, trazendo  o exterior para dentro.

Foto: Divulgação


Nos terraços, visões panorâmicas de Paris aguardam os visitantes, ao lado de uma escultura –viva pois, as plantas nela incrustadas dialogam com a natureza.

Ao todo, são 11 galerias. Picasso, Monet, Matisse… foram  um dos escolhidos para a inauguração. Já definido o espaço aberto, onde passarelas irão receber os grandes desfiles de moda.

A Fundação Louis Vuitton efetivamente, neste presente dado a Paris, transmite os valores cultuados desde a sua criação.

Originalidade, espírito avant-garde, qualidade, saber fazer e… muita PAIXÃO.


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