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  • Ana Boucinhas

Hino ao amor

Atualizado: Fev 5

A relação afetiva entre homens e mulheres ricos com parceiros bem mais jovens, é seguida invariavelmente por comentários preconceituosos.

Foto: Divulgação


Claro que não é natural uma pessoa jovem se envolver desinteressadamente por alguém bem mais velho. Mas… tem relações onde Freud pode dar outra explicação que não a do “vil” metal. Nestas exceções, temos que convir, pode haver uma autorização de ambas as partes para vivenciarem uma grande paixão.

Uma das histórias de amor mais lindas neste sentido, envolveu o último ano de vida da maravilhosa Edith Piaf. Depois de uma trajetória de vida turbulenta, a ‘diva’, já envolvida com a morfina para aliviar suas dores de artrite ou algo assim, apresenta em um dos seus nababescos jantares aos amigos, o jovem cabeleireiro grego, 20 anos mais jovem do que ela.

Era tão flagrante a diferença social do novo casal, que é claro que Theo Sarapo passou a ver visto como um grande interesseiro. Quando se casaram em 1962, ela com 45 e o “esperto” com 25.

Como normalmente as pessoas deslumbram-se com as aparências, era evidente que Sarapo seria o único herdeiro da imensa fortuna acumulada pela cantora. Reforçada assim a opinião sobre o caráter do jovem cabeleireiro. Os comentários entretanto, não interferiam nenhum pouco na relação. Viveram intensamente em um ano apenas a enorme paixão, pois foi o tempo que restou da vida da magnífica cantora.

Foto: Divulgação


Neste curto período, a fortuna de Edith foi se esvaindo com seu tratamento e com os encontros regados à champagne junto aos seus amigos. Contrariando toda e qualquer expectativa ao “garoto” restou apenas um representativo saldo de dívidas.

Nos anos que se seguiram a viuvez, Theo Sarapo nunca foi visto com outra mulher. Dedicou-se silenciosamente a trabalhar para saldar todo o débito de Piaf. Com pouco mais de 30 anos de idade, deu por cumprida a sua missão. Saldou até ao último tostão, as dívidas deixadas pela sua amada. Escreveu um bilhete que deixou na cabeceira de sua cama  ‘Pour toi Edith mon amour ‘ e… suicidou-se . Ao compor o maravilhoso Hino ao Amor, Piaf antevia a grande paixão que iria ser vivida na sua plenitude na eternidade.

Piaf e Sarapo livraram-se dos preconceitos e na imensidade do céu azul mostram que não há fronteiras para o AMOR.

#Comportamento #MulheresMaduras

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