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JUNE LOCKE ARRUDA

Atualizado: Fev 5

Sob a égide de Touro, o segundo signo astrológico do zodíaco, no dia 23 de abril nasceu na capital do Estado de São Paulo, no Hospital Samaritano, June Locke. Ela, mulher de Júpiter, rainha dos deuses: assim a menina já veio estigmatizada para brilhar.

Distinguia-se bela beleza e determinação de propósitos, segundo seus contemporâneos, atributos que a acompanham até os dias de hoje.  Findos os estudos básicos no Ginásio Ofélia Fonseca, formou-se em biblioteconomia na Faculdade de Ciências e Letras Sedes Sapientia, estudo complementado anos mais tarde pelo curso completo de História da Arte com D. Gilda Seráfico.

De família ilustre, seu avô paterno Dr. Robert Todd Locke, inglês de origem, foi pioneiro  no interior do Estado de São Paulo, nas áreas de educação, esporte e formação de fazendas. Em 31 de julho de 2001, foi realizada em São Paulo, no Centro Brasileiro Britânico a “Exposição dos Britânicos no Brasil”, que contou inclusive com a presença do então Primeiro Ministro britânico Tony Blair, com o objetivo de mostrar a importância da Colônia Inglesa no Brasil.

Nesta ocasião, a garra e espírito pioneiro dos Locke dentre outros imigrantes, vindos da Europa, foram homenageados, como parte da herança brasileira e símbolo da integração entre os povos.

Centrada na família, geneticamente cheia de energia (como ela mesma ressalta, “por ser a melhor forma de comportamento”), mãe de um casal de filhos, June Locke Arruda, seu nome de casada, recebeu, em 22 de março de 1995, o titulo de Irmã Benfeitora da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

Antes disso recebera treinamento para Ação Comunitária e Certificado do Fundo de Assistência Social do Palácio de Governo (FAS). Em dezembro de 2008, foi eleita Membro do conselho de Administração do Museu Brasileiro de Escultura (MUBE).

Continuando sua trajetória, em abril de 2008, foi escolhida como mesária (Conselho administrativo) da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Há dois anos, foi titulada “Mordomo” (Diretora) do Museu da Santa Casa de Misericórdia ocasião em que foi eleito como Vice-Mordomo (Vice-Diretor) o Prof. Dr. Décio Cassiani Altimari.

June compreendeu ser importante a necessidade de uma ação voluntária em prol do interesse comum, em organizações não governamentais, levando sua experiência para a Santa Casa, uma das instituições paulistanas mais antigas e com proeminente papel social, desde sua fundação no século XIX. Como centro de referencia médica, pela Faculdade de Medicina e pelos serviços médicos e assistenciais que presta à população, a Sana Casa necessita do apoio de todos da comunidade para a manutenção e continuidade de seus relevantes serviços.

Tendo interesse especial pela difusão do conhecimento e por atividades culturais abertas ao público, June dedicou-se ao Museu e Capela da Santa Casa, inicialmente como Vice-Mordomo e, a seguir como Mordomo. (Cumpre salientar a peculiaridade da nomenclatura dos cargos da instituição, diversa da que existe em outras instituições, sendo o cargo de Mordomo correspondente à diretoria do Museu e Capela).

As atividades exercidas pela entrevistada, embora de muita responsabilidade e que sempre exigiram dela atenção,  pelo rico patrimônio histórico sob seus cuidados nos dois espaços sob sua égide, sempre foram realizadas de forma harmônica com os papéis de esposa e mãe e com o pleno apoio e incentivo do esposo.

A Capela da Santa Casa é frequentada por força dos ofícios religiosos; a manutenção e preservação do patrimônio deste espaço é a constante preocupação daqueles que por ele zelam. Por outro lado, o Museu é ainda pouco conhecido da população paulistana, embora tenha um acervo muito rico. Necessita de maiores cuidados, catalogação atualizada, guarda, exposição e divulgação do seu conteúdo para que possa ocorrer uma melhor relação com o visitante, especialmente com o público escolar destacando-o entre os museus da cidade – esta a nova meta de June Locke Arruda que com seu determinismo e garra por certo será alcançada.

Neste esforço de divulgar o rico acervo, teve o privilégio de receber a Sra. Barbara Bear “The Lady Mayoress” de Londres, esposa do Prefeito Lord Michael Bear acompanhada pela Sra. Dilza Doddrell, esposa do Cônsul Inglês em São Paulo, que se impressionaram em especial com a “Roda dos Expostos” e a escultura em bronze “Alegoria à Vitoria”, de autoria de Paul-Jean-Baptiste, bem como com a pinacoteca composta por quadros de autoria de grandes pintores brasileiros, retratando personalidades que contribuíram para o progresso de São Paulo e da Santa Casa. Na oportunidade, a Sra. Barbara Bear deixou gravadas suas impressões no livro de visitantes, a exemplo de outras ilustres autoridades que tem  honrado a instituição com suas visitas.

Perguntada quais as alterações que faria se fosse possível mudar sua trajetória de vida, ponderou sabiamente que “sempre fazemos o que nossa capacidade e circunstâncias determinam”.

Não se queixa da idade, e conclui que o tempo trouxe-lhe mais sabedoria. Continua com suas atividades esportivas, viagens, jardinagem, que adora, além de ativa vida social.

Das inúmeras voltas pelo mundo afora, com destaque para países exóticos, recorda-se com emoção do ANGKOR WAT, em Sien Reap, no Camboja no pôr do sol, no final da tarde. Fica a sugestão para os Amantes da Vida. Trata-se do maior monumento religioso do mundo, construído pelo Rei Suryavarman II, no século 12 e que se tornou o símbolo do Camboja e sua mais importante atração turística.

O conselho de vida de June para quem pergunta: “Procure sempre fazer o melhor em qualquer atividade, prefira o que lhe dá prazer, sem esquecer-se de atuar em prol do próximo, da família e da sociedade, para uma vida plena de sentido e, principalmente, não fazer aos outros o que não deseja que lhe façam”.

Foto: Divulgação


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