Kobe beefs

Atualizado: Fev 5

Definitivamente a carne do gado wagyu é a Tiffany da culinária japonesa!

Foto: Divulgação


Mas é nos campos de plantação de arroz e chá, da cidade de Matsuzaka onde os raros ‘ouríves’ capricham mesmo na formação do marmoreio em seus animais. Esforços não são medidos para que a gordura fique harmoniosamente emaranhada nas fibras da carne, tornando-a a mais tenra e saborosa do mundo.

Este gado, geneticamente já é predisposto a produzir uma carne super macia, mas quando à sua criação é dado um tratamento digno de um ‘vip’, os entendidos já comparam o seu sabor ao néctar dos deuses.

Para começo de conversa… nada de estresse de sair de bobeira atrás de capim. Ficam totalmente confinados, com comidinhas tipo trigo, cevada, soja e milho quase que dadas na boca, bebericando suas cervejinhas numa boa, tendo como som de fundo… músicas clássicas. Ração… nem pensar!!! A neura com o peso é para dar inveja a qualquer modelo, pois são pesados diariamente e ai daquele que ultrapassou o ganho de um quilo por dia.

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A proposta é chegar aos 32 meses com 750 kg e olhe lá! Deste total, 250 kg viram bifes. Para não sentirem o desconforto do frio, pisam em tapetes climatizados direto. Diariamente passam pelo salão de beleza, onde são lavados e escovados carinhosamente com uma pinga japonesa, para que nenhum inseto venha lhes tirar a paz.

Não sabemos qual é o critério de escolha para separar as vacas virgens que irão merecer a pontuação maior, na escala de 1 a 12. Mas são estas coitadas, sem qualquer contato sexual as que irão receber a excelência da pontuação. Já está mais do que comprovado que a carne das “vestais” é a mais adocicada, a mais clara e… a mais cara é claro.

Mas, ao contrário dos mimos dados aos animaizinhos de estimação, toda esta lenga-lenga não é envolto em qualquer manifestação de afeto. Quanto mais ‘boa vida’ é dada no dia a dia dos futuros bifes, mais valor é agregado à vítima, digo à carne. O contrafilé é o “brilhante” do wagyu que chega a custar 2 mil dólares o quilo.

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Esta iguaria, entretanto só é achada em restaurantes hiper-requintados de Tóquio, onde é servida com certificado de garantia de que foi criada em Matsuzaka. E pelo mundo, inclusive no Brasil já pode ser apreciado um wagyu com nota tipo 3. Kobe beefs são encontrados sem muita dificuldade em bons restaurantes. Claro que criados sem muito chamego, mesmo porque carne com muita gordura entre as fibras não cai muito no gosto do brasileiro, mesmo sendo rica em ômega 3.

Com a quantidade de terra que nós temos o rebanho pasta mesmo e às vésperas do abate, os animais recebem um pouco de ração para ganhar peso e se duvidar eles devem até ouvir um forró! Mas tudo é relativo. Por aqui o “strass” custa em torno de R$ 240,00.

Os americanos menos sofisticados já extrapolam um pouco, pois servem até hambúrguer de Kobe beef com mostarda e ketchup. Mas este sacrilégio é inadmissível aos poucos criadores, sobretudo os de Matsuzaka.

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