• Só os fumantes podem entender ...

Mãos às Maçanetas

Atualizado: Fev 5

por Ana Boucinhas


Tirando as raras exceções espalhadas pelo tempo, até pouquíssimas décadas atrás, a turma de 50 anos já estava batendo pino. À medida em que o tempo vai regredindo então, as peças do cérebro vão se enferrujando cada vez mais cedo.


Mas também pudera. Em linhas gerais, eram poucos os fatos que despertavam a curiosidade. As fontes de informação, sobretudo para as mulheres, vinham dos papos trocados entre elas…

Não fosse a curiosidade das mulheres da geração baby boomer, por exemplo, que foram ver o que era o tal do computador que encantava os homens da casa, as comadres estariam fadadas a ficar trocando figurinhas entre si, totalmente à parte da realidade que viria.


Para os nascidos após o tsunami da era da informática, a intimidade no manuseio dos trocentos mil botões vem do berço. Mas para a turma das hoje coroas que atravessaram boa parte da vida entre o on e o off foi um tremendo desafio ir ao encontro da novidade. A curiosidade foi a mola propulsora para encarar o então bicho de sete cabeças.

Dos papos a boca pequena à avalanche de informações que desandaram a surgir nas telinhas e telões houve um salto quantitativo imensurável. Da noite para o dia, milhões de portas do conhecimento foram escancaradas. Diante de tantas e tantas fontes de informações sendo atiradas por todos os lados, quase impossível os neurônios das comadres permanecerem estáticos.

É preciso ser muito, mas muito acomodada para não ter a menor vontade de abrir, ao menos para olhar de soslaio, as portas que despertam certo interesse.


A curiosidade efetivamente provoca o abastecimento de óleo nas peças estagnadas, revitalizando-as e consequentemente retardando o envelhecimento . Então, mãos às maçanetas !!!!!


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