• Só os fumantes podem entender ...

O Fantasma da Solidão

Atualizado: Fev 5

por Ana Boucinhas

As saudáveis mulheres contemporâneas já nasceram sabendo lidar com a solidão numa boa.



O tempo passa mais ainda e os filhos alçam voo. Já diminui o ritmo das obrigações, ok. Mas o maridão assume com tudo o papel de filho e nestas alturas a coisa complica, pois já está aposentado e o que mais quer é ser super mimado.

Dando um azar, o companheiro batia as botas e aí se perdia o chão de vez. As que tinham netos, davam-se uma sobrevida por algum tempo. Depois batia a solidão, que ia para a depressão e dela para a morte era um pulo.


As novas coroas, em compensação, na mesma situação, depois de pouco tempo cai a ficha e resolvem dar uma guinada na sua existência.

Claro que não é da noite para o dia que o raiar da liberdade entra com tudo. Ela chega como o amanhecer. Uma pitada de claridade anuncia discretamente que a escuridão está por terminar.

De repente, começa a bater uma singela satisfação por não ter que pular da cama e repetir os comportamentos onde a solidão não tinha espaço. É o primeiro sinal de que uma nova vida vem pela frente.

Acostumadas que fomos a uma vida cheia de atribuições, depois de uma semana dormindo até acordar passa a não ter mais graça. Mas foi dado um tempo para percebermos que temos que passar a andar com as próprias pernas, pois ninguém precisa mais dos nossos feitos. Só o movimento em busca de uma nova realidade, já coloca o universo a nosso favor. Oportunidades aparecem do nada, desde que fiquemos atentas e exercitemos a sensibilidade “cósmica “.

Aproveitar a solidão para descobrir coisas que nos satisfazem e nos engrandecem como ser humano, é uma tremenda balada para o ego.


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