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Tribos

Atualizado: Fev 5

“Ser preconceituoso é ser surdo”, diz Antonio Fagundes, que aborda questões como falta de amor e aceitação em sua nova peça “Tribos“. 

Foto: Divulgação



Tribos fez sua estreia em São Paulo, dia 14 de setembro, no TUCA, em Perdizes, e promete criar uma inusitada relação com a plateia, entreter, provocar questionamentos e entregar um bom produto aos amantes das artes.

Nina Raine, autora do texto, usa a figura de um deficiente auditivo para questionar os diversos tipos de limitação do ser humano e, de uma maneira perversamente divertida, politicamente incorreta e inteligente, revive as muitas questões familiares e reforça as dificuldades de convivência – como em toda tribo.

Tribos aborda a surdez universal e divide o tema em duas categorias: dos surdos que são fisicamente incapazes de receber estímulos sonoros; daqueles que não conseguem ‘calar-se’ por tempo suficiente para entender uma realidade diferente de sua própria. “Somos só mais um na multidão”; “O mundo é surdo”, diz Billy. Existe surdez maior que o preconceito; que o orgulho; que a ignorância; o egoísmo; a falta de amor?

Sucesso no Royal Court Theater, em Londres, e vencedor do New York Drama Critics, quando em cartaz nos Estados Unidos, o texto tem tradução de Rachel Ripani e direção de Ulysses Cruz. Billy (Bruno Fagundes) nasceu surdo em uma família de ouvintes, liderada pelo pai Christopher (Antonio Fagundes) e pela mãe Beth (Eliete Cigarini), e completada pelos irmãos Daniel (Guilherme Magon) e Ruth (Maíra Dvorek).

Ele foi criado dentro de um casulo ferozmente idiossincrático e politicamente incorreto. Adaptou-se brilhantemente às maneiras não convencionais de sua família, mas eles nunca se deram o trabalho de retribuir o favor. Finalmente, quando ele conhece Sylvia, uma jovem mulher prestes a ficar surda, Billy passa a entender realmente o que significa pertencer a algum lugar.

A comédia da britânica Nina Raine parte de um personagem surdo para questionar diversos tipos de limitação do ser humano e as dificuldades de convivência. Pela segunda vez, Antonio Fagundes divide a cena com seu filho Bruno –a primeira foi em “Vermelho” (2012).

Informações:

Gênero: Comédia Direção: Ulysses Cruz Com: Bruno Fagundes, Maíra Dvorek, Antonio Fagundes e outros Duração: 80 minutos Classificação: Não recomendado para menores de 14 anos. Texto: Nina Raine

Teatro TUCA – Teatro da PUC-SP

R. Mte. Alegre, 1.024 – Perdizes

Horários:

SEXTA e SÁBADO: 21h30 | DOMINGO: 18h

Ingresso:

Sexta: R$ 50,00 | Sábado: R$ 60,00  | Domingo: R$ 50,00

Estreou em 14/9/2013. Até 27/7/2014.

#Entretenimento #Teatro

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