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Um pouco sobre nós

Atualizado: Fev 5

A exagerada quantidade de emails dando dicas sobre atitudes politicamente corretas aos que se aproximavam dos 60 anos, foi a primeira percepção de que algo pairava no ar…

Assim como estudiosos de comportamento na década de 60 desconfiavam que a insatisfação das mulheres poderia estar sendo causada por problemas nos aparelhos domésticos que não funcionavam bem, me pareceram que os patéticos conselhos seriam tão superficiais quanto.

Foto: Divulgação


A foto que ilustra este texto foi divulgada pela Internet, sempre com comentários debochados sobre as arrojadas senhoras. Por ter tido a sorte de passar por Londres na década de 70, quando foi dada o ponta-pé inicial da revolução de comportamento, na hora associei as ousadas figuras às jovens que impressionaram a garota de então. Sem qualquer movimento agressivo como as queimas de soutiens, os rostos de algumas poucas meninas, meticulosamente desenhados com muitas cores, contrastavam com suas bem comportadas posturas e lá estavam elas em filas de ônibus passando totalmente despercebidas pelos discretos londrinos.

Aqueles rostos pintados que não causavam qualquer distúrbio aos clássicos ingleses, despertou em mim uma enorme admiração por refletirem uma coisa chamada – liberdade.

Foto: Divulgação


Claro que pela Carnaby Street e por Chelsea sobretudo, a mini saia de Mary Quant começava a imperar e os desenhos geométricos de Courreges deixavam os florais para as “seniors” de então. A proposta de paz e amor dos hippies criava um estilo próprio. Mas nada me passou com mais força o que estava acontecendo do que as poucas meninas com trompeils nos seus rostos.

Pena que à época não existiu um Ari Set Cohen para deixar para a posteridade a silenciosa e colorida revolução. Efetivamente, as imagens foram gravadas apenas nas minhas lembranças, pois não achei uma fotografia no incrível Google.

Liberdade foi o que também me passou pela mente com muita intensidade quando vi a foto das corajosas senhoras. A extravagância no vestir a meu ver, reflete muito mais uma quebra de padrões do que mero exibicionismo barato.

As ditas “ridículas” senhoras para mim indicam claramente que se cansaram do padrão convencional das clássicas vovós e apontam caminhos para a nova velhice.

O mundo fashion não poderá dispensar o novo consumidor que está despontando com força no mercado. Releituras de Mary Quant e Courreges devem estar sendo feitas nos bastidores, agora dirigidas aos charmosos coroas. Brigas de foice acontecendo para alterar o símbolo gráfico dos velhinhos com bengala… Expoentes nas artes demonstrando que a longa idade não é fator impeditivo para se ter sucesso.

Foto: Divulgação


Foto: Divulgação


Mas assim como as meninas “ridículas” de Londres que se preparavam visualmente com requintes artísticos para irem trabalhar, as “engraçadas” senhoras que se fantasiam para suas happy hours descontraídas, para mim indicam revolucionários novos ares para a turma da terceira, quarta, quinta, sexta e sétima idade.

Acompanhando o movimento que cada vez toma mais força, resolvemos ser um dos arautos que usando a Internet como trombetas, anunciam que uma importante alteração comportamental está acontecendo no século XXI – a dos novos velhos. Aos ingênuos conselhos distribuídos sobre como ser agradável à família, damos as costas e nos viramos para a nova realidade.

O sênior de hoje tem a liberdade para resgatar o entusiasmo da juventude e com ele reprogramar os muitos anos que tem pela frente. E assim… surgiu o Portal Amantes da Vida.

#Comportamento #MulheresMaduras

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